Nuno Borges diz que "foi incrível" chegar aos 'quartos'
Open da Austrália
21 de jan. de 2025, 12:05
— Lusa/AO Online
“Eles
mereceram, jogaram muito bem e, no geral, foram mais completos. Acho
que eu precisava de ter ajudado talvez um bocadinho mais à rede, levamos
um ‘break’ logo no início, em que não facilitei nada o trabalho ao
Francisco. Não conectámos respostas nos mesmos jogos, mesmo assim acho
que eles tiveram um ou outro momento em que sentimos que fugiu, mas
estivemos mesmo perto de fazer o ‘break’, tanto no primeiro como no
segundo set”, começou por contar Borges à agência Lusa.O
tenista maiato e o amigo Cabral, primeira dupla 100% portuguesa a
atingir os quartos de final de um torneio do Grand Slam, foram travados
pelos vice-campeões do Open da Austrália e de Roland Garros de 2024 em
dois ‘sets’, pelos parciais de 6-4 e 7-6 (7-4), mas Borges acredita que o
desfecho podia ter sido outro.“Tivemos
dois jogos que podiam mesmo ter caído para o nosso lado, e achei que
estivemos mais perto de fazer o break do que eles. Mas realmente eles
capitalizaram logo no início do primeiro ‘set’ e souberam servir bem
para manter a liderança. Depois o ‘tie-break’, se calhar foi a confiança
deles. Eles têm vindo a ganhar muitos ‘tie-breaks’ e encontros assim e
nós, se calhar, acabámos por ceder um bocadinho cedo demais. Uma ou
outra jogada que não saiu tão bem, mas mesmo assim foi decidido num par
de pontos, que podia perfeitamente ter caído para o nosso lado. Não
aconteceu, mas foi muito boa a prestação”, frisa o parceiro de Cabral.Apesar
de eliminados na prova de pares do primeiro Major da época, depois de
fazerem história para o ténis nacional, Nuno Borges diz que chegar aos
“quartos de final foi incrível”, na estreia de ambos a jogar lado a lado
em Melbourne Park.“Sabíamos lá nós que
íamos ter a hipótese de chegar tão longe e mais uma vez a competir numa
Arena grande [Kia Arena], que me diz muito desde o ano passado. Foi uma
experiência muito boa para mim e para o Francisco acho que é muito
positivo a subida no ‘ranking’, estes pontos vão-lhe dar jeito”, avança o
maiato, apontando à ascensão de Francisco Cabral ao 59.º lugar na
hierarquia mundial de pares.Garantindo não
estar desiludido com a despedida de hoje, após ter sido afastado na
terceira ronda de singulares pelo número três mundial, o espanhol Carlos
Alcaraz, Nuno Borges lembra os “bons jogos” disputados ao longo de uma
semana no ‘Happy Slam’.“Claro que nunca é
fácil aceitar uma derrota. Eu próprio nos singulares, mesmo quando não
tenho obrigação, é sempre duro encarar as derrotas, mas foi um bom Grand
Slam e quem dera a nós ser sempre assim. Conseguimos muito boas
vitórias aqui”, sublinha, antes do regresso a Portugal.Nuno
Borges, número um nacional e 33 do mundo, e Francisco Cabral vão
integrar agora a seleção nacional da Taça Davis para preparar o encontro
com a congénere do Mónaco, agendado para 01 e 02 de fevereiro, nos
‘courts’ de terra batida do Monte Carlo Country Club.“É
o próximo objetivo e a única coisa que temos em mente. Vou tentar
aproveitar estes dias para voltar a carregar no treino, que nas últimas
semanas tem sido muito a gerir as cargas por causa dos jogos e das
muitas horas passadas em campo. Agora é voltar para o fresquinho do
Inverno na Europa e para uma semana e meia de terra batida”, rematou.