Num
comunicado enviado à agência Lusa, a ProToiro indica também que o
público quase duplicou, passando de 93.400 espetadores em 2020 (ano em
que a pandemia começou afetar a atividade) para 182.600 este ano. “Estes
resultados só foram possíveis perante a contribuição de todos os
artistas e intervenientes, que se adaptaram a esta situação crítica,
reduzindo cachets, permitindo a atividade do setor e o acesso dos
portugueses à cultura tauromáquica”, pode ler-se na nota.A
ProToiro recorda também que a temporada tauromáquica este ano
“continuou a ser profundamente marcada pela pandemia” de covid-19, com
“fortes restrições” à sua atividade. “As
touradas só se puderam iniciar em maio, ao invés de fevereiro, mas sob
fortes restrições de lotação e a conta-gotas. O grosso da atividade foi
retomada em agosto, mantendo as lotações reduzidas, as lotações a 100%
só foram possíveis em outubro, pouco antes do fim da temporada taurina
em 13 de novembro”, recorda.Segundo
a Federação Portuguesa de Tauromaquia, perante as restrições, o “enorme
crescimento” de espetáculos e espetadores é o dado “mais assinalável”,
mostrando a “grande resiliência e vitalidade” deste setor face a uma das
situações “mais críticas” da história do setor cultural.Citado
no comunicado, o presidente da ProToiro, João Santos Andrade, considera
que este ano se caracterizou “por ser um reinício”, depois de em 2020 o
setor ter sido “brutalmente afetado” pela pandemia de covid-19, com
“prejuízos avultadíssimos” para os profissionais desta área.“Apesar
de uma temporada praticamente reduzida a três meses, toureiros,
forcados, ganadeiros, empresários e principalmente aficionados disseram
‘presente’, mostrando assim o vigor da tauromaquia. Esperamos que o pior
já tenha passado e que o próximo ano seja de retoma da normalidade”,
acrescentou.