Número de “testes do pezinho” indicia redução de cerca de 1100 nascimentos em 2024
10 de jan. de 2025, 12:09
— Lusa/AO Online
Tendo em conta que o chamado
“teste do pezinho” abrange 99,5% dos bebés que nascem em Portugal, os
números agora divulgados revelam que em 2024 nasceram menos cerca de
1100 crianças do que em 2023.Os dados do
Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN) indicam que foram
estudados um total 84631 recém-nascidos em 2024, quando no ano anterior
tinham sido rastreados 85764.No âmbito
destes rastreios, em 2024 foram identificados 45 casos de doenças
hereditárias do metabolismo, 40 de hipotiroidismo congénito, seis de
fibrose quística, quatro de atrofia muscular espinal e 43 de
drepanocitose, num total de 138 diagnósticos, mais dois do que no ano
anterior, adiantou o Insa à agência Lusa.A
maioria dos 84631 nascimentos no último ano ocorreu em Lisboa
(25865), Porto (14923) e Setúbal (6903), enquanto Bragança (494),
Portalegre (547) e Guarda (666) registaram o menor número de
recém-nascidos no último ano.O número de
rastreios efetuados em 2024 é o terceiro mais baixo dos últimos dez
anos, apenas acima de 2021, quando o “teste do pezinho” abrangeu um
total de 79217 crianças, e de 2022, ano com 83436 testes.Segundo os dados do Insa, o ano da última década com mais rastreios realizados foi 2016, com um total de 87577.O
PNRN realiza, desde 1979, testes aos recém-nascidos de rastreio a quase
30 doenças raras, a maioria das quais genéticas, como a fenilcetonúria
ou o hipotiroidismo congénito, permitindo aos bebés beneficiarem de
tratamentos precoces.