Número de nascimentos nos primeiros 10 meses do ano é o mais baixo de sempre
26 de nov. de 2021, 11:09
— Lusa/AO Online
Até
ao dia 31 de outubro de 2021, foram rastreados 65.637 recém-nascidos no
âmbito Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), menos 6.082 face
ao mesmo período do ano passado (71.719), segundo dados divulgados pelo
Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).O
maior número de bebés rastreados observou-se nos distritos de Lisboa
(19.496) e do Porto (12.182), seguidos de Setúbal (4.879) e Braga
(4.821). Por outro lado, Bragança (421), Portalegre (490) e Guarda (519) foram os distritos com menos recém-nascidos estudados.O
Programa Nacional de Rastreio Neonatal, que cobre quase a totalidade de
nascimentos, realiza desde 1979 testes de rastreio de algumas doenças
graves, em todos os recém-nascidos, o chamado “teste do pezinho”.O
painel das doenças rastreadas é constituído por 26 patologias:
hipotiroidismo congénito, fibrose quística e 24 doenças hereditárias do
metabolismo, sendo o exame efetuado através da recolha de gotículas de
sangue no pé da criança.O objetivo é
diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são difíceis de
identificar nas primeiras semanas de vida, e que mais tarde podem
provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações
hepáticas ou até situações de coma.O exame
deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida do
recém-nascido, porque antes do terceiro dia os valores dos marcadores
existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico, e após o
sexto dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de
atrasar o início do tratamento, explica o INSA num comunicado publicado
no ‘site’.Todos os casos positivos são
posteriormente encaminhados para a rede de Centros de Tratamento,
sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a
prevenção de doenças e ganhos em saúde.