Número de nascimentos cai no primeiro trimestre após subir desde 2022
9 de mai. de 2024, 12:43
— Lusa/AO Online
Os dados, divulgados pelo
Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) à Lusa e que reúnem a
quase totalidade dos nascimentos em Portugal, demonstram que o número de
bebés rastreados voltou a cair depois de ter atingido, no mesmo período
de 2023, o valor mais elevado (21 065) desde o início da pandemia de
covid-19, em março de 2020.O ano de 2023
tinha fechado com mais 2 328 bebés estudados comparativamente ao ano de
2022, totalizando 85 764, de acordo com os dados do Programa Nacional de
Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo INSA. Os
dados deste ano indicam que janeiro foi o mês que registou o maior
número de nascimentos (7 683), seguido de fevereiro (6 651) e de março,
com 6 241 bebés.Neste primeiro trimestre,
Lisboa foi o distrito com mais exames realizados (6 316), seguido do
Porto (3 597), Setúbal (1 656), Braga (1 561), Faro (1 075) e Aveiro
(899). O menor número de testes foi observado no distrito de Bragança (122), seguido de Portalegre (134) e da Guarda (165).O
“teste do pezinho” permitiu identificar, em 2023, 150 casos de doenças
raras entre os 85 764 bebés estudados, dos quais 54 são de doenças
hereditárias do metabolismo, 50 de hipotiroidismo congénito, seis de
fibrose quística, 34 de drepanocitose e seis de atrofia muscular
espinal.Coordenado pelo INSA, através da
sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do
Departamento de Genética Humana, o PNRN rastreia, desde 1979, 28
patologias, tendo até final de 2023 identificado 2 692 casos de doenças
raras, na sequência do rastreio realizado a 4 224 550 recém-nascidos.
Segundo o instituto, a identificação da doença possibilitou que “todos
os doentes iniciassem de imediato um tratamento específico, evitando
défice intelectual e outras alterações neurológicas ou extraneurológicas
irreversíveis, com a consequente morbilidade ou mortalidade”. Apesar
de não ser obrigatório, o programa tem atualmente uma taxa de cobertura
de 99,5%, sendo o tempo médio de início do tratamento de cerca de 10
dias.O “teste do pezinho” é efetuado a
partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de
umas gotículas de sangue no pé da criança.