Número de mortos anunciados hoje no Reino Unido baixa para os 118
24 de mai. de 2020, 17:47
— AO/LUSA
O líder conservador afirmou, na conferência de imprensa, realizada virtualmente, a partir da sua residência oficial, que foram detetados 2.409 casos de infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas.O número hoje anunciado de mortos por covid-19 é inferior aos 282 de sábado.O primeiro-ministro, Boris Johnson, confirmou hoje a implementação do plano gradual de desconfinamento, com a reabertura parcial das escolas no dia 01 de junho, após mais de dois meses de confinamento para limitar a propagação do novo coronavírus.O regresso será feito progressivamente e por faixas etárias para as escolas primárias. Primeiro os alunos de 4 a 6 e 10 a 11 anos, disse Johnson durante a conferência de imprensa diária do Governo sobre a luta contra o novo coronavírus.No total, o Reino Unido regista mais de 257 mil casos.A tendência geral de descida nestes números tem levado o Governo a manter o plano para continuar a aliviar o regime de recolhimento, que para além das escolas inclui também lojas não essenciais.O Governo pretende introduzir um sistema de quarentena de 14 dias às pessoas que cheguem do estrangeiro para tentar travar a transmissão da covid-19, com a aplicação de multas a quem não cumprir.Nas declarações que sábado fez à imprensa, o ministro dos Transportes, Grant Shapps, anunciou um pacote de 283 milhões de libras (307 milhões de euros) para que a rede de transportes volte a funcionar em horário completo, embora tenha instado a que quem o possa fazer, continue em teletrabalho.O ministro pediu ainda que o uso de transportes públicos seja evitado sempre que possível e se opte por meios alternativos como a bicicleta, veículos próprios ou deslocações a pé.A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 342 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.