Número de migrantes ilegais a passar fronteira da Bielorrússia para Lituânia bate recorde
28 de jul. de 2021, 16:14
— Lusa/AO Online
Segundo a guarda
fronteiriça, o grupo era constituído por iraquianos e todos os membros
serão agora colocados num dos já muito lotados centros de detenção de
imigrantes da Lituânia. A migração ilegal
para a Lituânia começou a crescer dramaticamente depois de terem sido
impostas novas sanções a funcionários do Governo da vizinha
Bielorrússia.Em julho, cerca de 2.366 migrantes foram detidos, contra 473 em junho e 81 em todo o ano passado.A
Lituânia acusou as autoridades bielorrussas de organizarem passagens de
fronteira por pessoas do Médio Oriente e África, enquanto a agência de
controlo de fronteiras da União Europeia se comprometeu a aumentar o
apoio à Lituânia para ajudar a conter as chegadas.As
autoridades lituanas acreditam que a maioria das pessoas que tentaram
entrar no país viajou a partir de Minsk, capital da Bielorrússia, num
dos quatro voos semanais que partem do Iraque para aquele país e que
transportam até 500 passageiros de cada vez.O
ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Gabrielius Landsbergis,
visitou, este mês, Bagdade precisamente para falar sobre este problema
com as autoridades iraquianas.Os planos do
Governo lituano para estabelecer novos centros de detenção de migrantes
no distrito de Salcininkai provocaram protestos violentos esta semana,
com moradores da região a bloquear estradas e queimar pneus e a polícia a
usar gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.Destes confrontos resultaram oito manifestantes detidos e dois polícias feridos.A
Lituânia tem acusado o Presidente da Bielorrússia, Alexander
Lukashenko, de ser responsável pelo novo fluxo de migração, como ato de
retaliação.Desde a reeleição do líder
autoritário bielorrusso para um sexto mandato, em agosto de 2020, que o
Ocidente tem denunciado como fraudulenta, Lukashenko tem tentado
reprimir muitos protestos da oposição no seu país.