Número de médicos mais do que triplicou desde o nascimento do SNS
15 de set. de 2021, 12:55
— Lusa/AO Online
Em comunicado a
propósito do Dia do SNS, que hoje se assinala, a OM lembra que, em
1979, ano em que nasceu o SNS, aquela ordem profissional tinha um total
de 18.486 médicos inscritos, sendo que, em 2021, esse valor disparou
para 59.697. "A
divisão entre homens e mulheres também conheceu importantes alterações
neste período. Há 42 anos estavam inscritos 13.177 médicos e 5.309
médicas, representando os médicos 71,3% do total e as médicas 28,7%.
Agora, em 2021, temos 26.340 médicos (44,1%) e 33.357 médicas (55,9%)",
indica a OM, sublinhando que a sociedade portuguesa conheceu "mudanças
importantes" em várias áreas, nomeadamente na demografia dos
profissionais de saúde. De
acordo com a OM, também a distribuição dos médicos nas várias regiões
do país sofreu mudanças. Em 1979, 52,8% dos médicos estavam inscritos na
região Sul, 31,0% no Norte e 16,2% no Centro. Agora, 46,5% estão no
Sul, 36,7% no Norte e 16,8 no Centro.O
bastonário da OM, Miguel Guimarães comentou, por escrito, que "a
formação médica conheceu uma expansão muito significativa no número de
novos médicos, com o maior número de médicos formados a norte a ter
impacto na distribuição por regiões". Disse
ainda que, em termos de qualidade, "pesem embora bastantes dificuldades
que são conhecidas, a dedicação dos estudantes (de Medicina) e médicos,
e de todos os professores e tutores que os acompanham neste processo,
tem permitido ultrapassar o subfinanciamento e o défice no capital
humano". Miguel
Guimarães precisou que “desde 2007 que o número de novos médicos
disparou, registando-se nesse ano mais 1.005 novos médicos, quando na
década de 90 chegaram a ser pouco mais de 200 por ano". Frisou
que o número de médicos "tem continuado a crescer sustentadamente" e,
desde 2015, que todos os anos entram para a OM mais de 1.700 novos
clínicos.“Neste
dia especial, do aniversário do SNS, gostaria de deixar uma palavra de
reconhecimento e gratidão a todos os médicos que de forma direta ou
indireta contribuíram e continuam a contribuir para que os portugueses
tenham uma melhor saúde. Uma palavra especial para todos os que foram
mais afetados neste ano e meio de pandemia, em particular deixo a minha
homenagem aos que perderam a vida a salvar vidas”, enfatizou o
bastonário.Nas
palavras do bastonário, a OM tem "um capital humano de excelência que
faz toda a diferença nos locais onde está", seja no setor público,
privado, social ou na investigação, embora reconheça que "gostaria de
ver o poder político a fazer mais para que o SNS volte a ser o local de
excelência onde os médicos querem desenvolver a sua carreira e o seu
percurso profissional"."O
nosso problema, como se vê pelos dados, não está na falta de médicos,
mas sim na capacidade de os atrair para o SNS”, apontou Miguel
Guimarães.