Número de médicos candidatos a concurso foi o mais alto de sempre
8 de ago. de 2018, 09:41
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde
sublinhou que a captação de médicos do atual concurso para o Serviço
Nacional de Saúde (SNS) “foi superior ao que acontece em anos
anteriores”. Fernando Araújo afirma mesmo que “os números são muito
positivos” e que “nunca tinham concorrido tantos médicos”.O
concurso para a entrada de médicos recém-especialistas no SNS ficou com
117 das 1.234 vagas por preencher, o que representa menos de 10% de
vagas vazias.Concorreram
este ano 1.117 médicos, quando no ano passado, por exemplo, concorreram
810 profissionais, disse o secretário de Estado.Fernando
Araújo reconhece que este concurso vem demonstrar que “quanto mais
célere for a abertura de concursos, mais capacidade há de captar
profissionais”.As
várias estruturas médicas pressionaram este ano o Governo para que não
se atrasasse a abrir os concursos para os jovens que terminaram o
internato este ano, depois de no ano passado o concurso ter demorado
mais de 10 meses a abrir. Este ano o concurso foi aberto cerca de três
meses depois.As
1.234 vagas postas a concurso eram entre 10% a 15% superiores ao número
dos médicos recém-especialistas que terminaram o internato, tendo o
Ministério da Saúde explicado que o objetivo era tentar captar médicos
de fora do SNS.Questionado
sobre se este objetivo falhou, o secretário de Estado Adjunto e da
Saúde indicou que “houve alguns médicos de fora” do SNS que concorreram,
mas ainda não há dados totais e objetivos que permitam perceber
quantos.“Também não esperávamos uma avalanche de médicos de fora”, adiantou.O
bastonário da Ordem dos Médicos disse já igualmente que a proporção de
candidatos a concorrer a este concurso é até mais alta que o habitual.“Este
concurso abriu mais vagas do que os potenciais candidatos. Numa análise
que é ainda superficial, a percentagem de candidatos
recém-especialistas deste concurso é mais alta do que o habitual. Isto
mostra quanto mais cedo abrem os concursos maior é a percentagem de
ocupação de vagas”, disse à agência Lusa o bastonário Miguel Guimarães.