Número de contágios com "tendência aparente" para aumentar
Covid-19
5 de jan. de 2021, 16:55
— Lusa/AO Online
Graça Freitas
registou que há “uma tendência aparente para que os números [de casos de
contágios] vão aumentar”, assinalando que as últimas duas semanas,
atípicas por terem tido menos dias úteis, provocam variações.Portugal
continental tem 417 surtos ativos de contágio pelo novo coronavírus,
sobretudo em lares de idosos, afirmou, frisando que nesses lares a
vacinação será adiada por pelo menos 28 dias.“Num
lar com um surto ativo, que tenha casos nesse momento, obviamente que a
vacinação é adiada”, declarou Graça Freitas durante a conferência de
imprensa de acompanhamento da covid-19 em Portugal.A
responsável da DGS salientou que “ninguém vai ficar para trás” nos
lares de idosos, estruturas onde a campanha de vacinação começou na
segunda-feira, uma vez que um surto é dado como terminado 28 dias depois
de se ter registado o caso mais recente e que a vacinação é então
reagendada.“É apenas um adiamento, porque
não se vacina em surto”, reiterou, indicando que houve lares para onde
esteve prevista vacinação esta semana, que entretanto registaram casos e
que por isso tiveram que ficar para depois.Dos
417 surtos ativos, 284 estão na região de Lisboa e Vale do Tejo, 55 na
região norte, 29 no Alentejo, 25 na região Centro e 24 no Algarve,
“sobretudo identificados em estruturas residenciais para idosos, menos
em escolas e alguns em instituições de saúde”.Graça
Freitas afirmou que a nova variante do SARS-CoV-2 primeiro identificada
no Reino Unido, que circula já em Portugal e em outros países, está a
ser estudada pelas autoridades de saúde e pela comunidade científica
portuguesas.Para já, sabe-se que tem uma
maior capacidade de se propagar, embora não se identifique que seja
“mais grave, agressiva ou virulenta”.No
entanto, só por essa maior capacidade de contagiar, “pode ter um risco
acrescido” no aumento de hospitalizações e mortes, assinalou.A
diretora-geral da Saúde afirmou que o Serviço Nacional de Saúde, mesmo
com uma subida do número de casos “ainda terá certamente capacidade de
se adaptar, reorganizando a sua oferta de cuidados”.Questionada
sobre um eventual alargamento do prazo entre a primeira e a segunda
toma da vacina da Pfizer/BioNTech, que já começou a ser aplicada em
Portugal, Graça Freitas admitiu que o assunto não está fechado, mas que
depende dos fabricantes, das autoridades do medicamento europeia e
portuguesa e da evidência científica que exista para apoiar tal medida.