Número de beneficiários de prestações de desemprego é o mais baixo desde 2001
21 de nov. de 2019, 12:59
— Lusa/AO Online
De
acordo com os dados divulgados, o número de beneficiários de
prestações de desemprego em outubro registou uma redução de 6,3% face ao
mês anterior e um decréscimo de 5,1% face ao mesmo mês de 2018,
atingindo o valor mais baixo entre as estatísticas disponibilizadas
desde janeiro de 2001.A série estatística
mostra, por outro lado, que o número de beneficiários das prestações de
desemprego atingiu o pico nos primeiros meses de 2013, em plena
intervenção da ‘troika’, quando ultrapassou os 400 mil beneficiários.Os
dados incluem os beneficiários do subsídio de desemprego e também dos
subsídios sociais de desemprego inicial e subsequente, bem como a medida
extraordinária de apoio ao desemprego de longa duração. Do
total de beneficiários registados em outubro, 131.833 recebiam subsídio
de desemprego, menos 6,8% face a setembro e uma queda de 3,9% em termos
homólogos, segundo a síntese elaborada pelo gabinete de estratégia e
planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.Quanto
ao subsídio social de desemprego inicial foram processadas 5.069
prestações em outubro, diminuindo 8,8% e 15,8% em cadeia e face ao mês
homólogo, respetivamente.Os números
mostram que existiam ainda 19.612 desempregados a receber subsídio
social de desemprego subsequente, correspondendo a reduções de 1,8% face
ao mês anterior e de 6,1% relativamente ao homólogo. Já
a medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração
alcançou em outubro 1.694 pessoas, mais 0,5% comparando com setembro,
mas menos 38,6% face ao período homólogo (menos 1.046 desempregados).De
acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE),
a taxa de desemprego recuou no terceiro trimestre para 6,1%, o valor
mais baixo da série iniciada em 2011, e a população desempregada foi
estimada em 323,4 mil pessoas.Segundo o
mais recente boletim da execução orçamental publicado pela Direção Geral
do Orçamento, a despesa com prestações de desemprego caiu em 47,3
milhões de euros para 895,8 milhões em setembro.