Novos agentes da PSP vão aumentar capacidade de resposta nos aeroportos
Hoje 15:11
— Lusa/AO Online
"Estes
cerca de 366 elementos que serão alocados às fronteiras aeroportuárias
terão aquilo que todos nós queremos, que é maior celeridade e
desembaraço nesta operação", afirmou Luís Neves aos jornalistas à margem
da cerimónia de encerramento da componente teórica do 16.º Curso de
Controlo de Fronteiras Aéreas, em Torres Novas, no distrito de Santarém.Os
367 agentes iniciam na segunda-feira um estágio operacional de duas
semanas nos postos de fronteira aérea, como última fase da formação,
sendo distribuídos pelos aeroportos de Lisboa (170), Porto (78), Faro
(69), Funchal (29) e Açores (21), reforçando a capacidade operacional da
PSP no controlo de passageiros provenientes de países fora do espaço
Schengen.Apesar do reforço, Luís Neves
advertiu que poderão continuar a verificar-se constrangimentos pontuais
na operação aeroportuária, sublinhando que "as filas existirão sempre" e
que poderá haver dias em que problemas informáticos ou no acesso a
bases de dados nacionais e internacionais afetem a rapidez do controlo
de passageiros.O ministro salientou também
que o aumento do número de viajantes tem colocado pressão adicional
sobre as infraestruturas aeroportuárias, referindo que Portugal recebe
atualmente mais 20 mil passageiros por dia do que no mesmo período do
ano passado."Os espaços físicos dos nossos
aeroportos, que têm muitos anos, não foram redimensionados para este
número de passageiros", afirmou, acrescentando que o Governo está a
trabalhar com a ANA para resolver limitações existentes em alguns
aeroportos.Luís Neves sustentou que o
reforço de meios humanos e tecnológicos permitirá manter os atuais
níveis de segurança, acrescentando uma maior fluidez ao controlo de
fronteiras, numa operação que considerou essencial para o turismo e para
a economia nacional.O ministro defendeu
que a segurança continuará a ser a prioridade nas fronteiras
aeroportuárias, considerando que o reforço de meios permitirá agora
melhorar também a fluidez do controlo de passageiros."Agora
é continuar esse mesmo patamar de segurança e vamos acrescentar um
patamar de celeridade na operação aeroportuária", afirmou.O
governante mostrou-se convicto de que a operação aeroportuária entrará
agora numa nova fase, defendendo que o trabalho desenvolvido nos últimos
meses permitirá ultrapassar os constrangimentos registados nas
fronteiras aéreas."Aquelas filas que
vimos, aqueles momentos que vimos, terminarão", afirmou, ressalvando,
contudo, que poderão continuar a existir dias em que ocorram atrasos
pontuais.Durante a cerimónia, Luís Neves
dirigiu-se aos novos agentes, considerando que vão desempenhar uma
missão "vital para a segurança da Europa" e do país, apelando ao sentido
de responsabilidade, ao brio e ao orgulho no exercício das funções."Vós
sois, a partir de segunda-feira, o primeiro baluarte da segurança do
país e da Europa. Nunca esqueçam", afirmou, acrescentando não ter
"qualquer dúvida" de que a operação de segurança aeroportuária "vai ser
uma operação de sucesso" e "um exemplo".O
ministro defendeu ainda a atuação da PSP face aos constrangimentos
registados nos aeroportos nos últimos meses, considerando que a força de
segurança foi alvo de críticas injustas."A
Polícia de Segurança Pública não está à mercê de críticas
inconsistentes" e "cada um tem que assumir as suas responsabilidades",
afirmou, sublinhando que sempre esteve ao lado da corporação durante um
período que classificou como de "muito sofrimento".Desde
a entrada em funcionamento do Sistema Europeu de Entradas e Saídas
(EES), em outubro de 2025, que os tempos de espera no controlo de
passageiros provenientes de países fora do espaço Schengen agravaram-se,
sobretudo no aeroporto de Lisboa.Entretanto,
o Governo reforçou os meios humanos e tecnológicos da PSP nas
fronteiras e colocou estes 367 agentes para responder ao aumento do
tráfego aéreo durante o verão.