Novo terminal norte do porto de Leixões terá limite de altura de cinco contentores
8 de set. de 2025, 12:43
— Lusa/AO Online
"A altura
máxima assumida no projeto para o parque de contentores é a mesma
praticada atualmente no Terminal de Contentores Norte (cinco
contentores). O centro das operações de contentores após a sua ampliação
será no anteporto do Porto de Leixões, ou seja, mais perto do mar e
afastado do centro histório de Leça da Palmeira", refere fonte oficial
da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL)
em resposta à Lusa.Questionada a que
distância estará o terminal da costa, fonte oficial da APDL respondeu
que "o parque do Terminal irá desenvolver-se para lá do limite do
edificado portuário existente (núcleo do edifício da antiga Sanidade,
UPTEC MAR e Alfandega de Leixões), que será mantido, de modo a que as
operações se façam para o lado do mar e afastadas do centro de Leça da
Palmeira".Em causa está a construção de um
novo terminal de contentores no molhe norte do porto de Leixões,
obrigando a que a marina seja relocalizada para junto do terminal de
cruzeiros.Em 20 de agosto, fonte da APDL
já tinha dito à Lusa, sobre o impacto paisagístico do novo equipamento
sobre Leça da Palmeira, que a sua localização "vai permitir afastar o
centro da operação de contentores da malha urbana de Leça da Palmeira,
transferindo-a para uma zona mais longe da cidade e mais próxima do
mar"."Desta forma, o impacto visual e
sonoro sobre Leça da Palmeira será mais reduzido, salvaguardando-se a
qualidade de vida das populações", assegurou.Relativamente
às atividades de náutica de recreio que atualmente se desenvolvem na
marina, que será deslocada para sul (junto do terminal de cruzeiros), a
APDL afirma que "valoriza" essa atividade, que "continuará a ser
desenvolvida, ainda que em novas instalações"."Nesta
reformulação, a APDL pretende criar uma maior e mais adequada oferta ao
recreio náutico existente, até porque a capacidade atual é insuficiente
para a procura", reconhece a administração portuária liderada por João
Pedro Neves.Segundo a APDL, no imediato
"vai ativar a doca existente junto ao Terminal de Cruzeiros, que dispõe
de condições operacionais para o efeito, projetadas há mais de 10 anos,
ainda que a capacidade seja insuficiente para suprir todos os lugares
existentes na atual marina"."A APDL está
ainda a desenvolver um estudo para a oferta de mais lugares de atracação
numa nova localização no Porto de Leixões", pelo que "se poderá inferir
que a resposta à náutica de recreio será valorizada e aumentada",
refere.A empresa refere ainda que "há uma
outra preocupação referente à vela desportiva cuja resposta está
igualmente em estudo, com o necessário envolvimento dos quatro clubes
existentes, sendo o compromisso da APDL no sentido de dotar a prática da
vela desportiva, e as atividades associadas, de condições melhoradas
face às existentes".A APDL garante ainda
que "o edificado existente em Leça, Edifício do ISN, núcleo do edifício
da antiga Sanidade, UPTEC MAR e Alfandega de Leixões, manter-se-ão
intactos".A mudança insere-se também no
Plano Estratégico do Porto de Leixões, que está "em fase de conclusão" e
cuja apresentação pública "ocorrerá dentro de aproximadamente três
meses", refere a APDL.O Governo prevê um
investimento de 931 milhões de euros (ME) no porto de Leixões nos
próximos 10 anos, com construção de um novo terminal de contentores no
molhe norte, segundo a estratégia nacional Portos 5+.De
acordo com a estratégia, cuja resolução de Conselho de Ministros foi
publicada na semana passada, dos 931 milhões de euros de investimento
previstos até 2035, 219 milhões terão origem na autoridade portuária ou
em fundos comunitários, e 712 milhões em empresas privadas.