Novo regime de grupos de IVA aprovado na especialidade
15 de out. de 2025, 11:33
— Lusa/AO Online
Na votação realizada na
Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, a iniciativa
recebeu os votos a favor do PSD, CDS-PP e Chega. O PS absteve-se.A
proposta do executivo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) introduz o regime
de grupos de IVA, “que consiste na consolidação dos saldos do IVA a
pagar ou recuperar por parte dos membros de um grupo de entidades,
unidas por vínculos financeiros, económicos e organizacionais”, segundo a
proposta que deu entrada no parlamento em 29 de agosto.O
novo modelo dirige-se às empresas que pertencem ao mesmo grupo
económico, assente “na consolidação dos saldos do imposto a entregar ou a
recuperar por parte dos membros de um grupo societário”. Para
isso, as empresas têm de estar ligadas entre si “por estreitos vínculos
financeiros, económicos e de organização”, refere o Governo na
exposição de motivos da proposta de lei.De
acordo com a explicação da iniciativa, a consolidação acontece “numa
declaração de IVA disponibilizada pela Autoridade Tributária e Aduaneira
e confirmada pelo membro do grupo considerado como a entidade dominante
[a casa-mãe do grupo económico]”. Na
proposta, o executivo ressalva que as empresas do grupo “continuam a
apresentar as respetivas declarações periódicas, apurando o respetivo
saldo, credor ou devedor, que é depois relevado na declaração do grupo”.“A
consolidação assim operada não afeta o funcionamento normal das
atividades dos sujeitos passivos integrantes do grupo em sede de IVA,
que continuarão a liquidar imposto nas suas operações ativas e a deduzir
imposto nas suas operações passivas, quer estas ocorram entre si ou com
terceiros”, explica-se ainda na iniciativa.Ao
redigir a proposta, o executivo diz ter tido em conta a “experiência
adquirida na tributação dos grupos societários” no IRC e “os contributos
obtidos no âmbito do Fórum dos Grandes Contribuintes”, um grupo de
diálogo entre a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e as maiores
empresas nacionais.A iniciativa foi
aprovada na generalidade em 19 de setembro. Na altura, contou com os
votos a favor do PSD, CDS-PP, Chega e IL. O PS, o Livre, o PAN e o JPP
abstiveram-se, enquanto o PCP votou contra.