Novo Programa do Governo da Madeira será debatido e votado na quinta-feira
2 de jul. de 2024, 10:37
— Lusa/AO Online
“Iniciar-se-á
com uma intervenção do senhor presidente do governo, 15 minutos, e
segue-se o período de pedidos de esclarecimento, que podem ser dirigidos
quer ao presidente do governo, quer aos secretários regionais”,
explicou o presidente do parlamento. José
Manuel Rodrigues falava após a reunião da conferência dos representantes
dos partidos com assento na Assembleia Legislativa – PSD, PS, JPP,
Chega, CDS-PP, IL e PAN -, no Funchal. O regimento do debate, que
decorre num único dia, foi aprovado por maioria, com abstenção do JPP. A nova proposta de Programa do Governo da Madeira dará entrada hoje na Assembleia Legislativa. O
debate terá início às 09h00 de quinta-feira e na parte da tarde
decorrerá a sessão de encerramento e a respetiva votação do documento,
sob a forma de moção de confiança.De
acordo com o presidente do parlamento, o Orçamento da Região Autónoma da
Madeira para 2024 poderá ser discutido e votado ainda no decurso deste
mês.“A ideia é que, se o Programa de
Governo passar, se possa ainda na terceira semana de julho debater o
Orçamento regional, ou na última semana de julho”, disse José Manuel
Rodrigues, para logo reforçar: “Ainda em julho haverá Orçamento regional
se o Programa de Governo for aprovado na próxima quinta-feira.”No
passado dia 19, o chefe do executivo madeirense, Miguel Albuquerque,
anunciou a retirada do Programa da discussão que decorria no parlamento
regional há dois dias e com votação prevista para o dia seguinte.O
documento seria chumbado, uma vez que PS, JPP e Chega, que somam um
total de 24 deputados dos 47 do hemiciclo (o correspondente a uma
maioria absoluta), anunciaram o voto contra.Neste
cenário, o Governo Regional convidou os partidos com assento
parlamentar para reuniões visando consensualizar um Programa do Governo.
PS e JPP rejeitaram. Após as negociações (sem a presença de Miguel
Albuquerque nos encontros), o deputado único da IL informou que iria
abster-se e a eleita do PAN mostrou-se disponível para viabilizar a
proposta.Já o Chega remeteu a divulgação do sentido de voto para a votação no parlamento do arquipélago.Nas
eleições regionais antecipadas de 26 de maio, o PSD elegeu 19
deputados, ficando a cinco mandatos de conseguir a maioria absoluta, o
PS conseguiu 11, o JPP nove, o Chega quatro e o CDS-PP dois, enquanto a
IL e o PAN elegeram um deputado cada.Depois
do sufrágio, o PSD firmou um acordo parlamentar com os
democratas-cristãos, ficando ainda assim aquém da maioria absoluta. Os
dois partidos somam 21 assentos.As
eleições de maio realizaram-se oito meses após as legislativas
madeirenses de 24 de setembro de 2023, depois de o Presidente da
República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dissolvido o parlamento
madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro,
quando Miguel Albuquerque foi constituído arguido num processo sobre
alegada corrupção.O social-democrata acabou por se demitir em fevereiro e o executivo ficou então em gestão.