Novo programa de incentivo ao regresso de emigrantes arranca em 2026
9 de out. de 2025, 15:50
— Lusa/AO Online
Atualmente está em vigor o Programa Regressar,
que prevê a concessão de apoio financeiro aos emigrantes ou familiares
de emigrantes que iniciem atividade laboral em Portugal continental e
apoios complementares para a comparticipação das despesas inerentes ao
seu regresso e do seu agregado familiar.No
documento hoje entregue lê-se que o executivo reconhece a diáspora como
“um pilar estratégico da política externa nacional” e que vai manter “o
reforço da sua ação junto das comunidades portuguesas no estrangeiro,
incluindo através de visitas às mesmas”.De
acordo com o relatório que acompanha a proposta do OE2026, serão
desenvolvidas medidas estruturadas em três eixos: A coordenação da rede
externa, a modernização do seu funcionamento e o investimento na sua
consolidação e expansão. “Tais ações visam
não só aprofundar a ligação entre o Estado e os portugueses no mundo,
como também promover o seu contributo para o desenvolvimento do País,
fomentar o investimento na diáspora, dinamizar o ensino do português no
estrangeiro e assegurar serviços consulares mais próximos, acessíveis e
eficazes”, lê-se no documento.O Governo
liderado por Luís Montenegro compromete-se a “desenvolver a rede de
Gabinetes de Apoio ao Emigrante e a fomentar a criação dos Conselhos da
Diáspora junto dos municípios, bem como uma maior articulação com os
serviços dependentes dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira”.Irá
também “apoiar a divulgação e a simplificação do investimento em
Portugal” e “melhorar o Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora e o
Plano Nacional de Apoio ao Investidor da Diáspora, apostando na
mobilização dos investidores e dos agentes económicos da diáspora e do
espaço da lusofonia”.No relatório é
referida a intenção do Governo de “simplificar e modernizar os
procedimentos de apoio consular”, adaptando “os postos consulares e o
modelo de agendamento de atos consulares às necessidades das comunidades
portuguesas no mundo e aproveitando as potencialidades do Consulado
Virtual, da chave móvel digital e das permanências consulares”.Em
2026 o Governo compromete-se a melhorar a lei orgânica e o estatuto do
Instituto Camões, bem como o regime jurídico do Ensino do Português no
Estrangeiro (EPE). “O papel da diáspora e
das comunidades portuguesas nesta ambição é essencial, como promotores
da língua e cultura portuguesas no plano internacional”, continua.O
executivo compromete-se a prosseguir o “trabalho contínuo de promoção
do reconhecimento internacional da língua portuguesa, através de uma
estratégia a concertar junto da CPLP para que o português seja
reconhecido como língua oficial da Organização das Nações Unidas (ONU)
até 2030”.Serão realizados investimentos
na rede externa, tanto ao nível das infraestruturas, como da valorização
de recursos humanos, em particular a revisão dos abonos do pessoal a
desempenhar funções no exterior.O Governo
prevê nomeadamente a continuação da instalação do Consulado-Geral em
Andorra e o início da instalação de uma Embaixada de Portugal em Hanói
(chancelaria e residência).Ao nível da
compra e venda de património, está em curso a aquisição de imóveis
destinados à instalação da chancelaria da Embaixada de Portugal em Roma,
das instalações da chancelaria e residência da Embaixada de Portugal em
Londres, da residência da Embaixada de Portugal em Luanda.Igualmente
em curso está a alienação das instalações do Consulado-Geral de
Portugal no Rio de Janeiro e das instalações do Consulado-Geral de
Portugal em Estrasburgo (França).Ao nível
de obras do Ministério dos Negócios Estrangeiros, está prevista a
conclusão da construção e apetrechamento das novas instalações da
chancelaria e residência do Consulado-Geral de Portugal em Benguela
(Angola).Irá prosseguir a reabilitação
estrutural das instalações do Consulado-Geral de Portugal em Macau, as
obras na Embaixada de Portugal em Washington e a requalificação do
edifício da antiga chancelaria da Embaixada de Portugal em Madrid, bem
como a reabilitação das instalações da Embaixada de Portugal em São Tomé
e Príncipe.A requalificação da antiga
chancelaria da Embaixada de Portugal em Dublin, das instalações do
Consulado-Geral de Portugal em Barcelona (Espanha) e da residência e
chancelaria do Consulado-Geral de Portugal na Beira (Moçambique) estão
igualmente previstas, assim como a reabilitação dos edifícios da
Embaixada de Portugal em Bissau.O Governo
conta aplicar medidas de segurança e apetrechamento geral das
residências do Estado no exterior e “conservar e substituir os
equipamentos na rede externa, incluindo equipamentos de leitura dos
dados biométricos, e acautelar pequenas melhorias e reparações não
planeadas em diversos postos consulares”.Em
Lisboa, serão realizadas obras de requalificação de vários espaços no
Convento e Palácio das Necessidades, Palácio da Cova da Moura, no
sentido de reordenar e redistribuir os diversos serviços internos e de
representação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),
organização que em 2026 comemora os 30 anos.