Novo Presidente dos Estados Unidos perdoa 1.500 atacantes do Capitólio
21 de jan. de 2025, 10:16
— Lusa/AO Online
O
decreto surgiu pouco depois do republicano ter anunciado que iria
exercer o seu poder de indulto logo no primeiro dia em funções, tal como
tinha prometido durante a sua campanha eleitoral."Isto
é para 06 de janeiro, para os reféns, cerca de 1.500 pessoas que serão
completamente perdoadas", disse Trump, ao assinar o decreto na Sala Oval
da Casa Branca, acrescentando que o perdão irá incluir comutações de
penas.A decisão surgiu horas depois de
cerca de 50 membros da organização ultranacionalista 'Proud Boys' terem
marchado pelas ruas de Washington exigindo a Trump o perdão dos seus
membros presos devido ao ataque contra o Capitólio. A marcha passou pelas ruas próximas à Casa Branca enquanto Trump tomava posse.O
grupo marchou escoltado pela polícia, que manteve os 'Proud Boys'
separados dos manifestantes espontâneos 'anti-Trump', que os
confrontaram verbalmente.Os ‘Proud Boys’
foram um dos grupos que instigaram o ataque ao Capitólio em 2021 e
vários dos seus membros, incluindo o seu líder Enrique Tarrio, foram
posteriormente presos.A lista dos abrangidos pelo perdão presidencial não foi divulgada até ao momento.Mas
a mãe de Enrique Tarrio, condenado em setembro de 2023 a 22 anos de
prisão, afirmou na rede social X que o filho estava "finalmente livre!".O
Departamento de Justiça norte-americano acusou cerca de 1.600 pessoas
nos últimos quatro anos por estes atos violentos, das quais mais de
1.270 foram condenadas.As detenções e julgamentos continuaram até pouco antes da tomada de posse de Trump.Lewis
Wayne Snoots, de 59 anos, foi condenado na sexta-feira a quase seis
anos de prisão por ter resistido e atacado agentes da polícia.A
comissão parlamentar de inquérito ao 06 de janeiro de 2021 recomendou
em dezembro de 2022 que Trump fosse processado criminalmente por incitar
a rebelião e conspirar contra instituições norte-americanas.Para
proteger os membros da comissão de represálias por parte de Donald
Trump, o anterior chefe de Estado Joe Biden assinou um decreto de perdão
presidencial preventivo, poucas horas antes de entregar o poder.A
ex-congressista republicana Liz Cheney será beneficiada, assim como
todos os funcionários eleitos e funcionários públicos que participaram
na comissão que investigou o ataque ao Capitólio, bem como os agentes da
polícia que testemunharam perante a comissão.