Novo presidente da federação de triatlo focado no apoio aos clubes e em Paris2024
19 de nov. de 2021, 18:30
— Lusa/AO Online
“Temos alguns atletas que
perspetivamos que possam ter bons resultados, não só nos Jogos Olímpicos
de Paris [em 2024], mas também, ainda antes disso, em campeonatos
europeus e mundiais e nas várias provas internacionais que vão
disputando”, disse Sérgio Dias à agência Lusa.Para
Sérgio Dias, “Paris está ao virar da esquina e um dos objetivos é ter
presença masculina e feminina e, pela primeira vez, participar na
estafeta mista, vertente que foi introduzida em Tóquio2020, e que
Portugal, infelizmente, não conseguiu estar presente”. “É
algo que ambicionámos em Paris e é para isso que iremos trabalhar e no
desenvolvimento do setor feminino, que é uma das nossas maiores lacunas
no nosso panorama do triatlo internacional”, referiu o recém-eleito
presidente da FTP.Há mais de vinte anos
ligado ao triatlo, como atleta e dirigente, foi ainda vice-presidente
para a área do alto rendimento no ciclo olímpico Rio2016, Sérgio Dias
sucede a Vasco Rodrigues e derrotou Artur Parreira nas eleições para o
triénio 2022/24.“Os clubes são o motor da
modalidade e, como tal, cabe-nos apoiá-los da melhor forma que pudermos,
seja do ponto de vista financeiro, seja do ponto de vista de formação e
de recursos humanos”, adiantou.Sérgio
Dias entende que, com o apoio da federação, os clubes serão capazes de
desenvolver projetos, não só a nível do alto rendimento, mas também da
formação jovem e do crescimento da modalidade, que perdeu praticantes
com a pandemia de covid-19.“Entendemos que
uma ótica centralizada, como a que já existia no passado, embora
funcione em algumas fases do desenvolvimento de uma modalidade,
torna-se, hoje em dia, limitadora do crescimento e, como tal, o nosso
foco vai para os clubes”, disse.Sem ainda
dispor de dados referentes a 2021, Sérgio Dias reconhece que a
modalidade terá perdido alguns dos seus cerca de 3.500 atletas federados
devido à pandemia, o que interrompeu uma curva de crescimento de há
mais de 20 anos.“Queremos recuperar esta
quebra e voltar à curva ascendente. A federação de triatlo era das
poucas que crescia anualmente a dois dígitos, entre 10 e 15%, e são
esses valores que nós queremos voltar a crescer”, afirmou.Do
ponto de vista competitivo, a nova direção quer dotar o alto rendimento
de uma série de apoios, na linha dos desenvolvidos pela anterior, “mas
que permitam ir mais longe e que passem por garantir que os clubes
consigam desenvolver projetos capazes e sólidos suportados pela
federação”.“Queremos que os treinadores
tenham condições para desenvolver projetos de alto rendimento dentro dos
seus clubes e que, depois, os atletas sejam chamados às seleções e
consigam atingir resultados de excelência”, defendeu Sérgio Dias. O
dirigente reconheceu que a federação tem um papel importante em todo o
processo, “mas quem enquadra os atletas no dia a dia são os clubes e,
por isso, tem que contribuir mais para que eles continuem a dar
condições a esses atletas”.O recém-eleito
presidente pretende ainda melhorar a parte processual interna da FTP,
uma vez que é algo que “tem reflexos diretos naquilo que é a relação da
federação com entidades externas, numa ótica de simplificação de
processos”.Sérgio Dias pretende ainda
desenvolver e adotar algumas ferramentas “que possam promover e
estimular o trabalho dos clubes e dos treinadores”.“Há
determinadas tarefas que são hoje em dia muito manuais e que nós
queremos de alguma forma automatizar. Isto do ponto de vista de
desenvolvimento da modalidade em termos de estrutura”, explicou.