Novo MAI promete “melhores meios possíveis” e pede que “ninguém se sinta dono de nada”
Hoje 12:17
— Lusa/AO Online
Poucos minutos após a
tomada de posse como ministro da Administração Interna, no Palácio de
Belém, Luís Neves manifestou-se disponível para responder a algumas
questões na Sala dos Embaixadores, começando por explicar por que
aceitou o cargo, saindo de diretor nacional da Polícia Judiciária.“Em
primeiro lugar, foi uma questão de exigência pelo momento. Sempre fui
um servidor público, dei toda a minha vida e a disponibilidade ao
Estado, ao país, às pessoas e é isso que eu pretendo fazer neste momento
de grande exigência”, afirmou, acrescentando que sempre disse às
pessoas com quem trabalhou “para não serem taticistas, para ousarem
pensar, para ousarem fazer, para ousarem agir”.Luís
Neves admitiu que foi “uma decisão difícil”, sobretudo pelos desafios
que “a área da administração interna colocam e colocarão sempre”. “Quero
dizer que tenho a maior honra, a maior satisfação de passar a ser mais
um elemento da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança
Pública, da Proteção Civil, da Autoridade Nacional de Segurança
Rodoviária, de todos quantos estão sob a tutela da Administração
Interna”, afirmou.Questionado se vai dar
resposta a reivindicações a PSP e GNR, até face ao que disse no passado
sobre baixos salários, respondeu afirmativamente.“Naturalmente.
O que fiz no passado, naturalmente continuarei a trabalhar no sentido
de dotar as pessoas, as mulheres e os homens, as instituições dos
melhores meios possíveis”, assegurou.O
novo ministro considerou que a sua função na Administração Interna é
“trabalhar na prevenção, na antecipação, na proatividade” e quis deixar
uma palavra especial aos autarcas, além das forças de segurança,
proteção civil, Forças Armadas e bombeiros.“Eu
sou um homem da Beira Baixa e tenho uma costela alentejana, sei o que é
o interior do país, conheço os anseios e as dificuldades das pessoas e,
por isso, conto com todos os autarcas, com todo o poder local, para
juntos podermos levar por diante aquilo que é a missão que hoje assumi”,
disse.Por isso, defendeu: “Coordenação,
cooperação, que ninguém se sinta dono de nada. Há momentos em que todos
temos que interagir e trabalhar como um corpo só, como uma equipa e este
foi sempre o meu espírito”.Sobre as
reações que ouviu ao seu nome, conhecido no sábado durante o fim de
semana, o novo ministro disse “ser humilde” e manifestou-se disponível
para ter em conta todas as propostas positivas.“As
propostas que, pura e simplesmente, violem a minha consciência e aquilo
que me tem norteado ao longo da vida, com uma narrativa e com uma
fundamentação, serão afastadas”, disse, sem querer exemplificar.O
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu posse ao
novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, até agora diretor
nacional da Polícia Judiciária, que substitui no cargo Maria Lúcia
Amaral.Numa curta cerimónia na Sala dos
Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, também tomaram posse,
reconduzidos, os três secretários de Estado deste ministério: Paulo
Simões Ribeiro, secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna,
Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui
Rocha, da Proteção Civil.Esta foi a
primeira mudança na composição do XXV Governo Constitucional, o segundo
executivo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, que tomou posse há
quase nove meses, a 5 de junho do ano passado.