Novo diretor da PSP defende “investimento crescente” na segurança
5 de set. de 2023, 07:11
— Lusa/AO Online
No
discurso efetuado na cerimónia realizada no Ministério das Finanças, em
Lisboa, Barros Correia declarou o seu compromisso com o programa do
Governo e as políticas definidas pelo Ministério da Administração
Interna, mas assinalou que a “segurança é o primeiro fator de liberdade
que promove a consolidação democrática” do Estado.“Será
determinante o apoio das políticas públicas ao nosso desempenho,
alicerçado em objetivos tangíveis e enquadrados numa visão de futuro que
nos congregue em prol da segurança pública e dos nossos concidadãos,
bem como um orçamento que permita cumprir a nossa missão com excelência.
Mas, para atingir a excelência na Polícia de Segurança Pública, terá de
existir, de forma sustentada, um investimento crescente nas várias
áreas de atividade”, afirmou.Agradecendo o
trabalho do antecessor Magina da Silva à frente da direção nacional,
Barros Correia, de 58 anos, apelou também à coesão institucional da PSP e
à criação de “melhores condições e processos de trabalho” para os
polícias, além de elencar as principais áreas a necessitar de
investimento para alcançar os objetivos traçados em termos de política
criminal.“Será determinante investir na
continuação dos modelos integrados de policiamento, que privilegiem a
prevenção da criminalidade, a qualidade do trabalho a desenvolver, a
relação com o público, o trabalho em equipa e uma gestão policial por
objetivos, que, devidamente coordenados e implementados, possam reduzir
as oportunidades de atos criminais e contraordenacionais”, acrescentou. Por
sua vez, o novo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana (GNR),
Rui Ribeiro Veloso, de 53 anos, destacou o atual contexto de exigência
para as forças de segurança e acentuou a importância de haver
“instituições robustas e prestigiadas” para responder aos desafios.“Assumo
o comando da GNR num momento particularmente difícil, em que grandes
conquistas da humanidade começam a ser postas em causa. A democracia
liberal, a liberdade e a segurança sofrem pressões e ameaças que
fomentam a incerteza enquanto corroem a solidariedade e a coesão
social”, explicou, na sua primeira intervenção no cargo, perante o
primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Administração Interna,
José Luís Carneiro.Em defesa de uma GNR
“mais humana, mais próxima e mais ágil”, o primeiro comandante-geral da
GNR oriundo da própria Guarda - até agora comandada por oficiais
generais do Exército – repudiou ainda qualquer expressão de racismo,
xenofobia e discriminação, apelando à empatia como um outro instrumento
de ação desta força de segurança.“Apostaremos
em modelos de patrulhamento territorial de maior visibilidade, que
aproveitem o elemento tecnológico ou as unidades móveis, promovendo a
proximidade e a participação ativa na comunidade, oferecendo-lhe
proteção permanente e respostas diferenciadas nas situações mais
críticas. Não basta produzir segurança, também é preciso promover o
sentimento de segurança dos cidadãos e da sociedade”, concluiu.