Novo comandante da PSP nos Açores quer mais recursos
19 de jul. de 2024, 10:35
— Nuno Martins Neves
Manter os Açores uma região “segura”, não descurar o combate ao flagelo
da toxicodependência - em particular das “sintéticas” - e lutar pelo
reforço dos recursos humanos e logísticos da Polícia de Segurança
Pública nos Açores foram algumas das certezas que o novo comandante do
Comando Regional dos Açores deixou ao presidente do Governo Regional,
durante a audiência no Palácio de Santana, ontem à tarde.O
superintendente Valente Dias, que já estava em funções, mas em
suplência, expressou a certeza que a PSPcontinuará a ser “uma polícia
para a comunidade, próxima da comunidade”.“Vim sublinhar a posição
da PSP em matérias de segurança interna na Região Autónoma dos Açores e
frisar que a região é, sobre todos os pontos de vista, segura: tanto
objetiva, naquilo que é possível medir e contar; tanto como subjetiva,
com a sensação das pessoas como percecionam nas ruas”, afirmou após a
audiência.Ao presidente do executivo de coligação, o superintendente
também partilhou as dificuldades que a força policial enfrenta,
nomeadamente na falta de recursos humanos essenciais e logísticos,
lembrando que lutará por melhores condições, mas lembrando que “a PSP
dos Açores tem tido mais em termos de recursos humanos. Em 2023, tivemos
mais [recursos] do que em 2020 e em 2020 mais do que em 2015”.Assumindo
que há uma diversidade de problemas que a PSPirá dar resposta, o
comandante da polícia na Região revelou que a problemática das
toxicodependências é conhecida das autoridades, pelo que “não vamos
evitar nenhum esforço nessa área, naquilo que são as nossas
competências, trabalhando em rede com as restantes entidades”.Quanto
ao presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro disse partilhar
do mesmo “sentimento de segurança” que existe na região, tanto para
quem cá reside, como para quem visita dos Açores.Do diálogo com o
superintendente Valente Dias, o governante teve a oportunidade de
transmitir a “importância de reconhecer a especificidade dos Açores, de
sermos nove ilhas, com várias fronteiras, mesmo do controlo da entrada e
saída de pessoas, cuja competência foi assumida pela PSP[nos
aeroportos] após a extinção do SEF”.Ao comandante da polícia,
Bolieiro garantiu que irá juntar a sua voz para a reivindicação do
reforço de meios junto do Governo da República e da Direção Nacional da
PSP. O presidente do Governo assinalou a preocupação com a questão
das drogas sintéticas, reconhecendo que não se resolve “com uma varinha
mágica”, mas que é importante existir uma “presença que seja dissuasora
desta prática, que se nota de forma crescente”, em particular na ilha de
São Miguel.Por último, Bolieiro assegurou a manutenção da
colaboração do Governo Regional dos Açores com a PSP, nomeadamente
através do protocolo estabelecido com o Fundo Regional de Transportes”.