Novo caso suspeito em Portugal proveniente de Milão

Covid-19

24 de fev. de 2020, 16:51 — Lusa/AO Online

“O doente fica internado e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Centro Hospitalar Universitário de São João, que começou a fazer testes para Covid-19 na noite de 23 de fevereiro”, refere a DGS, em comunicado.A DGS refere que o caso foi validado como suspeito após análises clínicas e epidemiológicas e que serão divulgados os resultados das análises assim que forem conhecidos.Até ao momento apenas há a confirmação de um cidadão português infetado pelo novo coronavírus, tendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em nota enviada à Lusa, comunicado a informação recebida das autoridades japonesas relativas ao tripulante português do navio Diamond Princess, atracado em Yokohama.De acordo com a mesma fonte, o Ministério está a “insistir junto das autoridades locais para que se proceda à sua transferência para o hospital de referência”, no Japão.A diretora geral de Saúde, Graça Freitas, em declarações à Lusa, lembrou que os cinco tripulantes portugueses presentes no navio “foram testados ao longo do tempo” e que só este caso é que se confirmou positivo.Itália, que atualmente contabiliza seis mortos, tornou-se o primeiro país do continente europeu a instalar um cordão de controlo médico-sanitário em torno de dez cidades do norte.A Itália, que passou de seis para 219 casos em quatro dias, é o país mais afetado na Europa e o terceiro no mundo, depois da Coreia do Sul e da China.Desde que foi detetado no final do ano passado na China, o Covid-19 provocou 2.592 mortos na China Continental e infetou mais de 78 mil pessoas a nível mundial.A maioria dos casos ocorreu na China, em particular na província de Hubei, no centro do país, a mais afetada pela epidemia.Além dos mortos na China continental, já houve também mortos no Irão, Japão, na região chinesa de Hong Kong, Coreia do Sul, Itália, Filipinas, França, Estados Unidos e Taiwan.As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas. Noticia atualizada às 17h33