Novo ano letivo não vai obrigar a corte nos alunos por turma
21 de ago. de 2020, 15:02
— Lusa/AO online
“Temos
turmas legalmente definidas na legislação menores do que as turmas do
continente. Temos uma média nos Açores de 15 alunos por turma”, afirmou o
responsável pela tutela da Educação, Avelino Meneses, numa conferência
de imprensa em Angra do Heroísmo.No
próximo ano letivo, que arranca em 15 de setembro, os Açores vão retomar
o ensino presencial, em todos os níveis de ensino, estando a preparar o
ensino à distância, como plano B, caso a pandemia da covid-19 o exija.Segundo
o governante, a existência de turmas de maior dimensão ocorre sobretudo
nas ilhas com mais população, São Miguel e Terceira, mas nestes casos
as escolas deverão recorrer a salas maiores para assegurar o
distanciamento entre alunos nas aulas.“A
informação que já temos é que as turmas estão abaixo dos números padrão e
que aquelas que albergam mais alunos estão a ser colocadas em salas de
maior dimensão. Antes do início do ano letivo faremos com que a nossa
equipa de monitorização visite as escolas e dê a sua opinião acerca do
assunto”, frisou.Avelino Meneses reforçou que, no próximo ano letivo, o sistema educativo regional terá menos 1.200 alunos e mais 50 turmas.Esse aumento de turmas não deverá, no entanto, obrigar à contratação de mais docentes, segundo o governante.“Creio
que nós temos no sistema educativo regional o número de professores
suficiente para acudir às necessidades. Já demonstraram ser suficientes
no 3.º período do ano letivo passado, quando a pandemia foi ainda mais
grave. Esperemos que nunca volte a ser tão grave”, sublinhou.O
secretário regional da Educação assegurou, por outro lado, que este ano
haverá uma “menor percentagem de precários na carreira docente”, devido
à “sucessiva integração de professores nos quadros”.A
colocação de docentes está a decorrer "com normalidade absoluta",
segundo o governante, sendo conhecidos hoje os resultados dos concursos
interno e externo de provimento e no dia 27 de agosto a lista da
colocação de doentes contratados a termo resolutivo.Já
no que diz que respeito aos auxiliares, o executivo açoriano admite a
possibilidade de ajustamentos, consoante as necessidades de cada escola.“Não
excluo a possibilidade de, neste começo de ano letivo, termos em
consideração a eventual necessidade de realizar alguns ajustamentos. Nas
últimas duas semanas não tem havido praticamente nenhum dia em que não
tenha autorizado a colocação de pessoal de apoio educativo nas nossas
escolas”, avançou.O secretário regional da
Educação admitiu que o envelhecimento dos auxiliares tem provocado um
acréscimo de absentismo, mas frisou que as escolas têm colocado
“geralmente o dobro ou mais do dobro” de funcionários do que a lei
obriga.Desde o início do surto,
registaram-se na região 202 casos de infeção pelo novo coronavírus
SARS-CoV-2, sendo que 23 mantêm-se ativos (20 em São Miguel, dois na
Terceira e um no Pico), 151 recuperaram e 16 pessoas morreram.As
restantes 12 foram diagnosticadas na região, mas optaram por regressar a
Portugal continental, deixando, por isso, de figurar nos números da
região.Em Portugal, morreram 1.792 pessoas
das 55.211 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais
recente da Direção-Geral da Saúde.