Novo ano letivo arranca com 98% das necessidades docentes preenchida
Hoje 10:45
— Daniela Arruda
O novo ano letivo está prestes a começar para 30.866 alunos da Região
com 98% das necessidades de professores preenchidas. Os números foram
divulgados ontem pela Direção Regional da Educação e Administração
Educativa (DREAE), numa conferência de imprensa sobre o arranque do ano
escolar. Na primeira fase de colocação de professores ficaram 121
vagas por preencher, que estão agora a concurso na Bolsa de Emprego
Pública dos Açores (BEPA). Ao mesmo tempo, 154 docentes ficaram sem
colocação. Segundo Sofia Ribeiro, secretária regional da DREAE, estes
professores não conseguiram colocação nas opções que escolheram. O
caso de Português é um dos exemplos: no 3.º ciclo e ensino secundário
ficaram nove vagas por preencher, apesar de haver 22 professores
profissionalizados para a disciplina que não conseguiram colocação nas
escolas que tinham escolhido. Este novo ano também fica marcado
pelas alterações feitas no concurso de professores, que quer
proporcionar mais estabilidade às escolas: através da fixação de
docentes em vagas carenciadas pelo período de cinco anos, por exemplo.Nesse
contexto, este ano, 11 professores fazem parte destes quadros e
beneficiam de um apoio mensal de 500 euros, valor que antes era de 300
euros. Contudo, continuam a existir dificuldades em alguns grupos, como no 1.º ciclo e educação especial.Mais 114 assistentes operacionais nas escolasTambém
há reforço no pessoal não docente. As escolas começam o novo ano com
mais 114 assistentes operacionais: aos 108 que já tinham sido anunciados
juntam-se mais seis para substituir baixas de longa duração. Antes deste reforço, outros 51 assistentes operacionais já tinham entrado para os quadros através da Bolsa de Ilha.No
total, há agora 1.489 assistentes operacionais nos quadros das escolas,
mais 12% do que em 2019, apesar do número de alunos ter diminuído.
Portanto, o rácio mudou nos últimos anos: agora há um assistente
operacional por cada 21 alunos, quando em 2019 havia um para cada 26.“Aumentámos o número de assistentes operacionais, apesar do número de alunos ter diminuído”, ressalvou Sofia Ribeira. Resta agora saber se no terreno, as escolas sentem de facto este alívio. Pensamento Computacional chega ao 2.º cicloEntre
as novidades deste ano está o alargamento do projeto Pensamento
Computacional ao 2.º ciclo. Ao todo, mais de dez mil alunos, do 1.º ao
5.º ano, serão abrangidos pelo projeto.No que diz respeito aos
manuais escolares digitais, equipamentos informáticos e plataforma
educativa integrada continuar a abranger todos os alunos do 5.º ao 12.º
ano.