Nova criação artística de Dally Schwarz e Marcos Aganju estreia na Deriva

Hoje 09:35 — Lusa/AO Online

A nova criação de Dally Schwarz e Marcos Aganju é uma performance que propõe "uma investigação sensível e crítica sobre um mundo em constante recriação, abalado pelo capitalismo contemporâneo e pelos seus impactos nas relações humanas e no próprio planeta", lê-se numa nota divulgada pelo 37.25 - Núcleo de Artes Performativas.O projeto teve início numa residência artística na plataforma The Moot - Movement Lab, nos Açores, onde os artistas desenvolveram "trabalho com pessoas migrantes a viver na ilha". Um ano depois, regressam aos Açores com "uma visão mais madura" do material desenvolvido ao longo de várias residências artísticas realizadas em diferentes regiões de Portugal, Áustria e Alemanha, é explicado ainda na nota.“TTT – terror teme terra" sobe ao palco da Deriva  no dia 21 de fevereiro, às 20h00 e a performance tem a duração de 40 minutos, propondo um convite à partilha sensorial através da dança e do ambiente sonoro. A partir da exploração das linguagens contemporâneas da dança e da música, “TTT - terror teme terra” constroi "uma atmosfera situada entre o caos e a harmonia".Em palco, "corpos em movimento, vozes amplificadas, jogos de contacto e um desenho de luz expressivo, criam um imaginário que oscila entre o ficcional e o absurdo do mundo contemporâneo, refletindo sobre as tensões e fragilidades do presente", é descrito ainda."Apesar dos desastres ambientais, das catástrofes tecnológicas e das inúmeras guerras", esta performance "afirma a possibilidade de continuar a acreditar na vida e na sua infinitude, onde a morte surge como o avesso de uma dança constante, infinita e em permanente recriação", acrescenta.O bilhete tem o custo de cinco euros, sendo que as seis primeiras reservas têm entrada gratuita.Dally Schwarz e Marcos Aganju, nasceram no Brasil e estão radicados em Lisboa desde 2017.Trabalham desde 2014 em parceria artística, tendo criado a Zona Limítrofe — Plataforma Artística e Associação Cultural.