Nova aerogare da ilha Graciosa é “uma das melhores” dos Açores
Hoje 15:14
— Lusa/AO Online
José Manuel Bolieiro
afirmou, no discurso na cerimónia de inauguração da nova infraestrutura
do Aeródromo da ilha Graciosa, que é “seguramente a mais nova aerogare
dos Açores, mas é também, porventura, uma das melhores aerogares dos
Açores”.“Em termos de qualidade, conforto e estética, porventura também é melhor, não só é mais nova como é melhor”, acrescentou.O
governante referiu que a obra realizada pelo executivo que lidera
permitirá que duas aeronaves Dash Q400 operem ao mesmo tempo, criando
“outra capacidade, para além do conforto, de mobilizar embarques e
desembarques na ilha Graciosa”.Os
trabalhos de construção da nova aerogare da ilha Graciosa, no grupo
central dos Açores, arrancaram em 29 de agosto de 2022, na altura, com
um prazo de execução de 20 meses, que foi aumentado devido à
complexidade da sua execução.No discurso,
José Manuel Bolieiro referiu que o Governo Regional juntou recentemente
ao investimento realizado no Aeródromo da ilha Graciosa, que ronda os
9,5 milhões de euros, a obra da variante a Santa Cruz, no valor de cerca
de dois milhões de euros, e intervenções no Centro de Saúde.Recordou,
ainda, a reabertura das Termas do Carapacho, em julho de 2025,
apontando que “não são um sonho adiado dos graciosenses quanto ao seu
bom uso e a sua valorização, são uma realidade”.O
líder do executivo açoriano de coligação também falou do turismo e das
potencialidades da ilha Graciosa, tendo salientado a sua condição de
Reserva da Biosfera da UNESCO, que lhe atribui “uma narrativa
internacional de prestígio para ser visitada”.“Não
auspiciamos um turismo de massificação para a ilha Graciosa, queremos
tratar a própria vulnerabilidade da natureza da Graciosa e da nossa
própria dimensão populacional e terrestre com um turismo de baixa
densidade, isto é, qualidade, qualidade e bom senso”, afirmou.E,
acrescentou, é isso que está ser feito, “bem e em progresso, porque
está a permitir mais dormidas na ilha Graciosa, e está a permitir mais
desembarques”. “É uma tendência. Pode ter
variações consoante as contingências nacionais ou internacionais e isso é
bom admitir com realismo. Não temos, nenhum de nós, uma varinha mágica
para resolver os problemas”, salientou.Mas,
acrescentou, existe “realismo e capacidade para ter a ambição de
encontrar as melhores soluções estratégicas” para o progresso.“Temos
a humildade de compreender que existem problemas, que nós devemos
encontrar soluções para os minimizar, nuns casos, por ser impossível de
os resolver de forma definitiva, e, noutros, apontar para uma solução
definitiva. E, nessa maneira, estamos a fazer bem no destino turístico
que a ilha Graciosa é e está a potenciar”, assumiu.O
governante destacou, ainda, que a ilha Graciosa teve a capacidade de
apostar na produção agroalimentar e referiu a importância dessa
estratégia para que a economia “não fique dependente nem fragilizada” em
nome do negócio turístico.“A nossa
capacidade produtiva é uma alavanca de garantir que nos diferentes
setores da nossa economia, quando uns estão mais acima, outros estão
mais abaixo, possamos ter um equilíbrio ponderado na capacidade de
garantir felicidade em projetos de vida aos residentes. Estamos a
fazê-lo com essa consistência e vamos continuar a fazer investimentos na
nossa economia produtiva, no agroalimentar, no marítimo alimentar”,
salientou.