Notre-Dame de Paris recebe primeira missa de Natal desde o incêndio de 2019
24 de dez. de 2024, 11:02
— Lusa/AO Online
“Estamos
de volta a Notre-Dame, que acaba de ser devolvida ao culto e aos
visitantes. O nosso coração está em festa!”, afirmou o Arcebispo de
Paris.Laurent
Ulrich prestou homenagem aos “talentos mobilizados no local do
restauro” que permitiram “apagar a dor do incêndio e os cinco anos de
separação para deixar apenas a alegria do reencontro, a alegria de
voltar a viver juntos esta casa comum, a casa de Deus".Na
catedral, uma obra-prima da arte gótica, com mais de 860 anos, terão
lugar várias missas.Depois
de uma vigília musical, terá
início a tradicional Missa da Meia-Noite à meia-noite, presidida por
Laurent Ulrich.Na quarta-feira, dia de
Natal, o Arcebispo de Paris presidirá à missa. “Não são possíveis reservas para
missas de Natal” e o acesso à catedral estará “sujeito aos lugares
disponíveis”, sublinhou a diocese de Paris.O
portal da Notre-Dame aconselhou, por isso, a chegar 30 minutos antes da
hora das celebrações, “tendo em conta que as filas podem ser longas,
correndo o risco de não conseguir aceder à catedral”.O
acesso à catedral continua sujeito a um limite rigoroso de 2.700
pessoas, enquanto o entusiasmo continua forte pelo acesso a este
edifício, tornado famoso pelo escritor francês Victor Hugo e celebrado
em vários filmes, novelas e musicais.“Este
momento de Natal é um momento para expressar caridade e generosidade”,
mas também “a esperança de que Deus não nos abandone”, sublinhou Laurent
Ulrich, no domingo.Isto depois de um ano
de 2024 cheio de situações “que dizem respeito por todos nós, que
escurecem o horizonte, que para muitos não nos permitem viver em paz”,
acrescentou o Arcebispo, numa entrevista à rádio.Depois
de cinco anos, numa obra que custou quase 700 milhões de euros, a
Notre-Dame reabriu a 07 de dezembro, com uma cerimónia em que estiveram
presentes cerca de 40 chefes de Estado e de Governo, membros da realeza
europeia e figuras políticas proeminentes.O
presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, o Presidente
ucraniano, Volodymyr Zelensky, o príncipe William do Reino Unido, mas
também o empresário norte-americano Elon Musk ou a presidente do Banco
Central Europeu, Christine Lagarde, foram alguns dos muitos convidados. No dia seguinte, 08 de dezembro, a missa voltou a ouvir-se na catedral Notre-Dame de Paris. A
celebração católica contou com a presença do Presidente francês,
Emmanuel Macron, e reuniu 150 bispos e sacerdotes das 106 paróquias
parisienses.