Norovírus identificado em casos de gastroenterite em São Miguel
Hoje 10:41
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a ARS
refere que, na sequência da situação epidemiológica observada
recentemente na ilha do Faial e do aumento de casos de gastroenterite
aguda em São Miguel, "foi confirmada a presença de norovírus em análises
de produtos biológicos de casos"."Os
dados disponíveis continuam a indicar que a grande maioria dos casos
apresenta um quadro clínico ligeiro e autolimitado, caracterizado
sobretudo por diarreia e/ou vómitos, com recuperação espontânea na maior
parte das pessoas após alguns dias", acrescenta.A
identificação laboratorial de norovírus "é coerente com este padrão
clínico e reforça a necessidade das medidas de prevenção já em curso,
dada a elevada transmissibilidade deste agente por via fecal [e] oral,
contacto com superfícies contaminadas e, ocasionalmente, alimentos ou
água".No comunicado, refere-se que, de
momento, "não existe evidência" que permita associar os casos à água da
rede pública de abastecimento.Contudo,
mantém-se a articulação preventiva com as entidades gestoras dos
sistemas de abastecimento de água e a "monitorização rigorosa" da
qualidade da água e de outros potenciais fatores de exposição. "A
investigação epidemiológica e laboratorial prossegue, incluindo a
pesquisa de outros agentes entéricos", garante a ARS dos Açores.A
situação está a ser acompanhada diariamente pela ARS, pela Coordenação
Regional de Saúde Pública, pelos delegados de Saúde das ilhas envolvidas
e pela Direção Regional da Saúde, em estreita articulação com unidades
de saúde, instituições sociais e autarquias, entre outras entidades.A
confirmação de norovírus em São Miguel "não altera o caráter
predominantemente ligeiro da doença, mas reforça a importância das
medidas de higiene e isolamento temporário dos sintomáticos", salienta.Segundo a nota, o momento atual "exige vigilância, prudência e colaboração, mas não constitui motivo para alarme".A
adoção precoce e consistente de medidas simples de prevenção continua a
ser a forma mais eficaz de limitar a transmissão e proteger as pessoas
mais vulneráveis.A ARS indica que
continuam ativados os mecanismos de vigilância diária nos serviços de
urgência e nas unidades de saúde das ilhas, com acompanhamento contínuo
da evolução do número de casos, da sua distribuição geográfica e da
eventual ocorrência de agregados familiares ou institucionais. Também
continuam a ser realizadas colheitas laboratoriais e investigações
epidemiológicas dirigidas, para identificar eventuais fatores comuns de
exposição e ajustar as medidas de saúde pública.Devido
à situação, foi determinada a adoção de medidas reforçadas de prevenção
e controlo da infeção em estruturas residenciais para pessoas idosas,
creches, estabelecimentos de ensino e outras instituições comunitárias. É
essencial o reforço da higiene das mãos, da limpeza e desinfeção de
superfícies de utilização frequente, bem como a vigilância ativa do
aparecimento de sintomas em utentes, residentes, crianças e
profissionais, refere.Os estabelecimentos
de restauração, cafés e atividades similares foram alertados para a
necessidade de reforçarem o cumprimento das boas práticas de higiene e
segurança alimentar.As pessoas devem lavar
frequentemente as mãos com água e sabão, reforçar a limpeza e
desinfeção de superfícies de utilização frequente (casas de banho,
maçanetas, interruptores, telemóveis, etc.) e permanecer em casa sempre
que existam sintomas de diarreia ou vómitos.