Nobel da Paz para bielorrusso Ales Bialiatski e organizações russa e ucraniana

7 de out. de 2022, 10:57 — Lusa/AO Online

Ales Bialiatski, 60 anos, atualmente preso na Bielorrússia, fundou a organização Viasna (Primavera) em 1996, para ajudar presos políticos e as suas famílias, na sequência da repressão do regime do Presidente Alexander Lukashenko.A organização russa Memorial foi criada em 1987, para investigar e registar crimes cometidos pelo regime soviético, mas tem denunciado violações de direitos humanos na Rússia.O Centro de Liberdades Civis surgiu em Kiev, em 2007, para fazer avançar os direitos humanos e a democracia na Ucrânia.Os laureados são provenientes de três países em foco devido à guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia a 24 de fevereiro deste ano, com o apoio da Bielorrússia, um país aliado de Moscovo. Ao anunciar o prémio, a presidente do Comité Nobel norueguês, Berit Reiss-Andersen, disse que os laureados representam a sociedade civil nos três países.“Há muitos anos que promovem o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos. Têm feito um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abuso de poder”, disse.“Juntos, demonstram o significado da sociedade civil para a paz e a democracia”, acrescentou Reiss-Andersen.Em 2021, o Nobel da Paz foi atribuído aos jornalistas Maria Ressa, das Filipinas, e Dmitry Muratov, da Rússia, pela defesa da liberdade de imprensa e de expressão.