Netanyahu promete trazer reféns de volta em mensagem pascal
Médio Oriente
11 de abr. de 2025, 15:30
— Lusa/AO Online
As
declarações surgem no momento em que o Presidente dos Estados Unidos
referiu avanços nas negociações para a libertação dos reféns, tendo
Donald Trump afirmado na quinta-feira, numa reunião do gabinete, que
está a aproximar-se o momento em que os reféns poderão ser recuperados.Numa
mensagem em vídeo enviada por ocasião da Pessach – festividade que
assinala a libertação do povo judeu da escravidão no Egito –, Netanyahu
argumentou que “para muitas famílias haverá cadeiras vazias”.“Juntos,
traremos os nossos reféns de volta, juntos, venceremos os nossos
inimigos, juntos, apoiaremos os nossos feridos e juntos, inclinaremos a
cabeça em memória dos nossos desaparecidos”, declarou.A
imprensa israelita noticiou hoje que o Egito e Israel trocaram
propostas de documentos com vista a um acordo de cessar-fogo e de
libertação de reféns.Segundo o jornal
Times of Israel, a proposta egípcia prevê o regresso a Israel de oito
reféns vivos e de oito corpos, em troca de uma trégua de 40 a 70 dias e
da libertação de um elevado número de prisioneiros palestinianos.De
acordo com a televisão pública Kan, Netanyahu realizou, na noite de
quinta-feira, uma reunião de avaliação da situação com a equipa de
negociação e responsáveis da segurança, tendo como pano de fundo o novo
plano egípcio.Os serviços do
primeiro-ministro israelita indicaram ainda que Netanyahu se encontrou,
também na quinta-feira, com as famílias dos reféns Elkana Bohbot e Rom
Braslavski, assegurando-lhes que Israel está empenhado em trazer os
reféns de volta e atualizando-as sobre o estado das negociações.Durante
o ataque sem precedentes do Hamas, a 07 de outubro de 2023, no sul de
Israel, foram raptadas 251 pessoas. Pelo menos 58 permanecem retidas em
Gaza, das quais 34 morreram, segundo o exército israelita.Uma
trégua mediada pelos Estados Unidos, Egito e Qatar, entre 19 de janeiro
e 17 de março, permitiu o regresso de 33 reféns israelitas – entre os
quais oito mortos – em troca da libertação por parte de Israel de cerca
de 1.800 prisioneiros palestinianos.Israel retomou os bombardeamentos na Faixa de Gaza em 18 de março, pondo termo ao acordo.O
Ministério da Saúde das autoridades do Hamas indicou, na quinta-feira,
que pelo menos 1.522 palestinianos foram mortos desde essa data,
elevando para 50.886 o número total de mortos desde o início da guerra.