Netanyahu e ministro da Defesa decidirão retaliação contra Hezbollah
Médio Oriente
29 de jul. de 2024, 11:28
— Lusa/AO Online
Netanyahu
e Gallant decidirão o âmbito e o momento da retaliação israelita contra
o Líbano, por causa do ataque este sábado com foguetes em vários locais
no norte de Israel, um dos quais à cidade drusa de Majdal Shams, em que
morreram doze civis, na sua maioria crianças entre os 10 e os 16 anos, e
que o exército israelita atribui à milícia libanesa Hezbollah, de
acordo com um comunicado do gabinete do primeiro-ministro.O Hezbollah negou categoricamente qualquer envolvimento e atribui o incidente a um míssil antiaéreo intercetado por Israel.Vários
ministros criticaram a rapidez com que o ataque de retaliação da semana
passada contra os Houthis do Iémen foi decidido e ordenado, pelo que na
reunião de hoje todos os ministros tiveram muito tempo para falar, de
acordo com o diário "Yedioth Aharonoth".O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, abstiveram-se na votação final.A
reunião também discutiu o estado das negociações para a libertação dos
reféns detidos na Faixa de Gaza, embora este seja o tema de uma futura
reunião, de acordo com fontes do "Yedioth Aharonoth".O
Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca anunciou que está a falar
com os seus homólogos israelita e libanês e a trabalhar numa solução
diplomática para "acabar com todos os ataques de uma vez por todas" na
zona fronteiriça entre Israel e o Líbano.As
forças armadas israelitas afirmaram ter atingido uma série de alvos no
Líbano durante a madrugada de hoje, embora a sua intensidade fosse
semelhante à de meses de combates transfronteiriços entre Israel e o
Hezbollah, apoiado pelo Irão. O Hezbollah afirmou que também efetuou ataques. Não houve até agora relatos da existência de vítimas.O
ataque de sábado ocorreu no momento em que Israel e o Hamas estão a
negociar uma proposta de cessar-fogo para pôr fim à guerra de quase 10
meses em Gaza.