Nepal: Papa Leão XIV envia ajuda económica à Cáritas para responder a catástrofe
Hoje 18:57
— Lusa
A ajuda económica, através do Dicastério para o Serviço de Caridade e com acordo da Nunciatura Apostólica, é para já “um primeiro apoio” e servirá para assistência imediata, de alimentos a bens de primeira necessidade, além do reforço de albergues para desalojados.O Vaticano já tinha enviado condolências pelo sucedido, que deixou 683 mortos, segundo os mais recentes dados divulgados, além de cerca de três mil desaparecidos, dos quais mais de 500 estrangeiros, entre eles três portugueses.O Nepal anunciou hoje que registou 675 mortos na enxurrada devastadora ocorrida na quarta-feira no norte do país, na fronteira com a China, pouco depois de ter divulgado um balanço com menos seis vítimas.A China divulgou um balanço provisório de sete mortos no Tibete, o que eleva o número total de vítimas mortais para 683.Desde a ocorrência da catástrofe naquela zona dos Himalaias, os balanços têm sido atualizados várias vezes por dia, por vezes no espaço de poucas horas, dadas as dificuldades das operações e das comunicações.A saturação das morgues e a rápida deterioração dos cadáveres recuperados nos rios obrigaram as autoridades locais a iniciar a recolha maciça de amostras de ADN antes de enterrar corpos não identificados ou irreconhecíveis em zonas florestais comunitárias.O Governo solicitou assistência internacional em matéria forense e de conservação de cadáveres, bem como o envio de equipas técnicas para tentar resgatar centenas de trabalhadores que se teme estarem presos em túneis inundados das centrais hidroelétricas.Cerca de 3.000 pessoas continuam desaparecidas nos dois países, das quais 2.426 apenas do lado nepalês.A China incluiu 260 estrangeiros na lista de cerca de 500 desaparecidos no Tibete, mas sem precisar as nacionalidades, embora tenha dito que tem contactado as embaixadas em Pequim dos países em causa.