Nenhum membro do Governo identificado como “vítima de incidente de cibersegurança hostil”

Hoje 16:26 — Lusa/AO Online

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou na quarta-feira para uma campanha promovida por um Estado estrangeiro para ter acesso a dados de contas do ‘WhatsApp’ e de ‘Signal’ de governantes, diplomatas e militares.No final do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro foi questionado se algum governante tinha sido alvo de ataques e se tinham sido reforçadas as medidas de segurança, dizendo não poder dar muitos detalhes.“Apenas para sossegar, para não parecer que se está a esconder alguma coisa: nós não temos neste momento identificação de nenhum governante que tenha sido vítima de uma ação, de um incidente de cibersegurança hostil, enquadrado ou causado por este movimento de que falou”, afirmou.O governante assegurou que dentro do executivo PSD/CDS-PP são seguidas “as melhores práticas recomendadas pelas autoridades nacionais, forças e serviços de segurança e autoridades de cibersegurança, nacionais e estrangeiras”.“As deliberações do Governo não são tomadas por ‘WhatsApp’, já lá vai o tempo. São tomadas ou de viva voz ou, quando são eletrónicas, é por recurso e-mail dentro da rede eletrónica do Governo”, disse, numa alusão a uma decisão do antigo ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos sobre a TAP tomada com recurso a esta rede de mensagens instantâneas.Em comunicado, o SIS explicou que “os atacantes procuram levar os utilizadores das plataformas de comunicações a partilhar dados sensíveis, como palavras passe”, podendo aceder a conversas individuais e de grupo, a ficheiros, “ou mesmo lançar novas campanhas de ‘phishing’ tendo como alvos os contactos dos utilizadores”.Segundo o SIS, trata-se de “uma campanha cibernética global, patrocinada por um Estado estrangeiro, com o objetivo de obter acesso às contas de WhatsApp e de Signal de governantes, diplomatas, militares e outros responsáveis com acesso a informação confidencial de origem nacional, bem como de países aliados”.“Esta campanha não significa que o ‘WhatsApp’ ou o ‘Signal’ tenham sido comprometidos, nem que as duas plataformas estejam vulneráveis”, acrescentou o SIS, uma vez que o objetivo é “levar os utilizadores a executarem ações que resultem na quebra da segurança das suas contas”.Os serviços de informações portugueses não revelaram, no entanto, qual o Estado estrangeiro responsável por estas operações de ciberespionagem.