Nené deseja acentuar trajeto ascendente no Jagiellonia
14 de nov. de 2024, 10:45
— Lusa/AO Online
“Internamente, temos esse
objetivo e ambição [de revalidar o título]. Queremos mostrar que [o
feito da época passada] não foi por acaso, mas para fora passamos a
imagem de que é jogo a jogo. O sentimento geral é de que isto está a
correr bem. Vamos lutar para conseguir mais uma vez esse feito, que é
muito difícil, mas é possível”, apontou o médio do atual vice-líder da
Ekstraklasa, em entrevista à agência Lusa.Nené, de 29 anos,
contribuiu com nove golos e seis assistências em 32 partidas para o
cetro do Jagiellonia, que até totalizou os mesmos 63 pontos do Slask
Wroclaw, segundo colocado, mas impôs-se no confronto direto e tornou-se o
20.º clube a vencer o escalão principal da Polónia, cuja seleção visita
Portugal na sexta-feira para a Liga das Nações.“É verdade que o
clube já tinha estado algumas vezes no pódio, mas ninguém contava
connosco. Na minha primeira época, estávamos a lutar para não descer. Na
temporada seguinte, fomos campeões. Isso é a imagem do campeonato
polaco, no qual há sempre alguma surpresa e muitas equipas já foram
campeãs”, traçou.Ostentando uma Taça da Polónia, uma Supertaça e um
cetro da II Divisão no palmarés, os “zolto-czerwoni” selaram o maior
êxito da sua história com um triunfo caseiro sobre o despromovido Warta
Poznan (3-0), inaugurado com um tento de Nené, sendo treinados por
Adrian Siemieniec, de 32 anos, que tinha sido promovido da equipa B ao
conjunto principal na reta final de 2022/23.“O que fez muita
diferença foi a equipa técnica, que teve a oportunidade de continuar na
época seguinte. O treinador trabalha muito bem, confia nos jogadores e
tem uma relação próxima com todos. Fez história e tem muito mérito
nisso. O que conseguiu é um pouco à imagem daquilo que o Ruben Amorim
fez no Sporting”, avaliou.O crescimento competitivo do emblema de
Bialystok permitiu a Nené, alcunha de Rui Correia no futebol, progredir
em influência rumo à melhor temporada de uma carreira desenvolvida a
nível sénior entre Sporting de Braga B, Montalegre, Fafe e Santa Clara.“Adapto-me
bem a qualquer lado e estou habituado desde novo a sair da minha ilha e
andar de um lado para o outro. A minha adaptação foi rápida. Depois,
foi sempre a subir e veio o sucesso, que nunca tinha imaginado
conseguir. Chegar à Polónia e ser campeão é um feito que me orgulha
muito”, enalteceu o médio nascido na ilha Graciosa.Na transição
para 2024/25, e ao fim de 15 jornadas, o Jagiellonia é segundo
classificado da Liga polaca, com 32 pontos, a dois do Lech Poznan, e
ladeia o Chelsea, o Legia Varsóvia, o Rapid Viena, o Vitória de
Guimarães e o Heidenheim no topo da fase de liga da Liga Conferência,
todos com um pleno de três triunfos.“Não estávamos a contar [com o
desempenho invicto na Liga Conferência], mas as coisas estão a correr
bem. Já tivemos o jogo supostamente mais difícil, no qual vencemos em
Copenhaga [por 2-1, na ronda inaugural], mas há que tentar fazer pontos
para passar à próxima fase. A partir daí, veremos. Como já se viu no
futebol, tudo é possível”, afiançou Nené, com dois golos e duas
assistências em 19 encontros esta época.