Nelson Évora aconselha Gerson Baldé a "traçar o seu caminho" e evita comparações
Hoje 16:59
— Lusa/AO Online
“Não vejo
um próximo Nelson Évora porque ele é o Gerson. Ele tem de traçar o seu
próprio caminho e são disciplinas que, embora muito parecidas, que o
são, na prática são muito diferentes”, explicou à Lusa o especialista em
triplo salto, já retirado, à margem do evento ‘O Salto de um Sonho’, na
Escola Secundária Luís Freitas Branco, em Paço de Arcos.Nelson
Évora destacou o trabalho realizado por Gerson Baldé, salientando a sua
mudança de disciplina – do salto em altura para o comprimento – e a
importância do seu treinador, Mário Aníbal, para o êxito verificado.“O
que tenho a falar sobre a medalha do Gerson é realmente a importância
de ele se ter dedicado muitos anos ao salto em altura e ter havido um
ex-atleta, decatlonista e o nosso recordista nacional, que hoje em dia é
treinador. Foi ele quem teve a visão de o fazer mudar para o salto em
comprimento e em muito poucos anos ele torna-se campeão do mundo, o que
quer dizer que a visão de um ex-atleta como o Mário é extremamente
importante”, apontou, como reconhecimento.O
medalha de ouro no ‘triplo’ em Pequim2008 recordou o contributo
essencial de Mário Aníbal, também ele um antigo atleta olímpico que
representou Portugal em Sydney2000, que orienta Gerson Baldé e também
Agate de Sousa, que se sagrou campeã mundial na mesma disciplina e no
mesmo evento, os Mundiais de Torun2026.“Com
o conhecimento que adquiriu para poder realmente tomar decisões
importantes, o Mário mudou o curso da vida do Gerson para ele fazer algo
e realmente já surtiu efeito, foi campeão do mundo. É a importância de
termos pessoas que fizeram carreira, realmente entendem e se formam
estando ligados ao desporto. Está a fazer um trabalho espetacular”,
elogiou, por fim.