“As conversações foram
retomadas. Há uma discussão dura entre as partes”, disse Mykhailo
Podoliak, sem especificar, à agência noticiosa ucraniana Ukrinform.A
quarta ronda de conversações, que decorre por videoconferência, começou
na segunda-feira, mas foi interrompida para “uma pausa técnica” para
facilitar o “trabalho adicional” dos subgrupos das delegações, segundo
Podoliak, um dos conselheiros do Presidente Volodymyr Zelensky.A Ucrânia tem exigido um cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas do seu território.Em
Moscovo, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov,
reiterou que o objetivo das atuais negociações é assegurar o
estatuto neutro da Ucrânia, segundo a agência noticiosa russa Sputnik.“As
negociações em curso [destinam-se a] assegurar o estatuto militar
neutro da Ucrânia no contexto das garantias de segurança para todos os
participantes neste processo, no contexto da desmilitarização da
Ucrânia, para que nenhuma ameaça à Rússia venha do seu território”,
disse Lavrov, citado pela agência espanhola EFE.Trata-se
também de “pôr fim à política de nazificação do país [Ucrânia], que
está consagrada numa série de atos legislativos”, disse Lavrov aos
jornalistas após uma reunião com o seu homólogo iraniano, Husein
Amir-Adollahian.O porta-voz do Kremlin
(Presidência russa), Dmitri Peskov, recusou hoje fazer qualquer previsão
sobre as negociações com a Ucrânia, depois de o conselheiro
presidencial ucraniano Oleksiy Arestovich ter admitido a possibilidade
de um acordo de paz até maio.“O trabalho
entre as duas delegações [russa e ucraniana] continua por
videoconferência, é um trabalho complexo, e o facto de continuar já é
positivo”, disse Peskov, citado pela agência francesa AFP.O
porta-voz do Kremlin disse ser preferível “esperar por resultados
tangíveis” antes de se “informar a população de ambos os países”.Peskov comentava declarações de Oleksiy Arestovich sobre a possibilidade de a guerra na Ucrânia terminar em maio ou até antes.“Um
acordo de paz poderá ser alcançado no início de maio. Talvez muito mais
cedo, veremos”, disse Arestovich, que não participa nas negociações,
num vídeo divulgado por vários ‘media’ ucranianos, citado pela EFE.