Negociações para criação de santuários marinhos na Antártica voltam a falhar

1 de nov. de 2013, 11:04 — Lusa/AO online

  Os membros da Convenção sobre a Conservação da Fauna e Flora Marinhas da Antártica (24 Estados e a União Europeia) reuniram-se esta semana em Hobart, na ilha australiana da Tasmânia, pela terceira vez sem sucesso desde 2012. Os Estados Unidos e a Nova Zelândia propuseram a transformação de uma área marítima de 1,25 milhões de quilómetros quadrados no mar de Ross em santuários. A França, a Austrália e a Alemanha recomendavam a criação de sete áreas marinhas protegidas na zona da Antártica junto ao oceano Índico numa área de 1,6 milhões de quilómetros quadrados, um projeto rejeitado pela Rússia e a China. Todos os projetos no âmbito da convenção terão de ser aprovados por unanimidade. “A comunidade internacional reuniu-se em Hobart para proteger as zonas essenciais do oceano Antártico – um dos últimos ecossistemas do planeta que ainda não foram violados – e a Rússia e a China decidiram obstruir”, lamentou o vice-presidente executivo da organização norte-americana de defesa do ambiente Pew Charitable Trusts, Joshua Reichert.