Negociações entre Governo e sindicatos da função pública começam hoje
OE2020
9 de dez. de 2019, 11:38
— Lusa/AO Online
Na convocatória para o encontro enviada aos
dirigentes sindicais na semana passada, o gabinete do secretário de
Estado da Administração Pública, José Couto, explica que o processo
negocial arranca hoje, com a apresentação da proposta do executivo,
seguindo-se nova reunião na quarta-feira. Caso
as associações sindicais pretendam pedir negociação suplementar,
"poderão fazê-lo no final da última reunião negocial, ou por escrito, no
prazo de cinco dias úteis, a contar do dia 11 de dezembro", lê-se na
convocatória."Em todo o caso, sendo
intenção do Governo apresentar a proposta de Lei do Orçamento do Estado
para 2020 no dia 16 de dezembro e para que todo o processo negocial
possa decorrer por inteiro antes desta apresentação [...], a reunião
suplementar fica desde já agendada para o dia 13 de dezembro", afirma a
mesma fonte. As reuniões realizam-se esta
tarde no edifício da Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa,
com os dirigentes da Frente Comum de Sindicatos da Administração
Pública, da CGTP, a Federação de Sindicatos da Administração Pública
(Fesap) e a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos
do Estado (STE), ambas da UGT. Na reunião
realizada em 07 de novembro, as estruturas sindicais exigiram que o
Governo iniciasse "rapidamente", antes da apresentação da proposta do
Orçamento do Estado para 2020, a negociação sobre matérias com impacto
orçamental, como a atualização salarial dos trabalhadores do Estado.A
Fesap reivindica uma atualização de 3,5% em 2020 e o STE de 3%,
enquanto a Frente Comum exige um aumento de 90 euros para todos os
trabalhadores. Os funcionários públicos
não têm atualizações salariais desde 2009. Em 2019, o Governo decidiu
atualizar apenas as remunerações mais baixas, aumentando a base
remuneratória da função pública, que passou de 580 euros em 2018 para
635,07 euros em 2019, montante correspondente ao quarto nível da Tabela
Remuneratória Única (TRU).No Programa do
Governo, o executivo diz que o aumento em 2020 "decorrerá, nos primeiros
anos, em grande medida, do impacto das medidas de descongelamento das
carreiras, que será particularmente elevado até 2020, do efeito
extraordinário da reposição do tempo nalgumas carreiras até 2021 e do
aumento do emprego público que se tem verificado nos últimos anos, mas
inclui também uma margem para aumentos dos salários, que poderão ser
mais expressivos a partir de 2021”.O Governo tem sinalizado que a atualização em 2020 será em linha com a inflação.