Negociações da Madeira com a Republica estão "bem encaminhadas"
OE2025
21 de out. de 2024, 17:45
— Lusa/AO Online
“Com a República,
estamos a ultimar [as negociações sobre o Orçamento de Estado para
2025]. Neste momento, as negociações continuam, está a correr bem, são
negociações essencialmente políticas”, afirmou o chefe do executivo
madeirense aos jornalistas à margem da apresentação do projeto de uma
pista de motociclismo na freguesia do Campanário, no concelho da Ribeira
Brava, na zona oeste da ilha.Miguel
Albuquerque adiantou que falou sobre o assunto com o primeiro-ministro,
Luís Montenegro, e com o líder da bancada social-democrata na Assembleia
da República, Hugo Soares, no fim de semana, durante o congresso
nacional do PSD, que decorreu em Braga.“Portanto,
as coisas estão bem encaminhadas e, neste momento, temos uma situação
que é manter a conversa”, reforçou, referindo que terá oportunidade de
“continuar a conversa” no domingo, nos Açores, onde se vai deslocar para
participar no congresso do PSD/Açores.Ainda
segundo Miguel Albuquerque, existem três pontos essenciais na
negociação, nomeadamente a “assunção dos custos ou pelo menos uma
disponibilidade para se começar a amortizar os custos dos subsistemas de
saúde”.“A questão da capitação do IVA
(Imposto Sobre o Valor Acrescentado) e a aprovação da inscrição das
empresas no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM)” foram
outras matérias destacadas pelo presidente do Governo da Madeira.Recordando
que o CINM representou no ano passado “160 milhões de euros de receita
para a região”, Miguel Albuquerque insistiu na necessidade “de manter
este centro ativo e com expectativas positivas”.No
sábado, no congresso do PSD, Miguel Albuquerque insistiu na exigência
de um “compromisso claro” do primeiro-ministro no Orçamento do Estado
relativamente aos direitos das regiões autónomas, avisando que, caso
contrário, os deputados das ilhas votarão contra aquele documento.“Não
é uma ameaça, é uma circunstância que decorre da necessidade de o
Estado assumir os compromissos com as regiões autónomas”, afirmou Miguel
Albuquerque, à entrada do 42.º Congresso Nacional do PSD.Relativamente
às declarações do presidente do CDS-PP/Madeira, José Manuel Rodrigues,
que disse no domingo que o partido já apresentou ao Governo Regional as
suas propostas para o Orçamento da região para 2025, salientando que se
não houver negociação cada um seguirá o seu caminho, Miguel Albuquerque
considerou que não vai “haver nenhum problema”.Segundo o líder do executivo madeirense, os partidos já estão a ser ouvidos e vão existir “todas as conversas possíveis”.Além disso, recordou, já há “um programa aprovado” que conta com contributos de outras forças partidárias.“Esses
compromissos estão mensurados e serão calendarizados em função daquilo
que é a disponibilidade do governo. Aliás, os partidos sabem isso e isso
vai seguir sem nenhum problema”, sublinhou.Sobre
a comissão de inquérito no parlamento madeirense requerida pelo PS para
“apuramento de responsabilidades políticas no combate aos incêndios
ocorridos entre 14 e 26 de agosto” que aprovou hoje a sua audição em 31
de outubro, Miguel Albuquerque reafirmou que vai responder por escrito
às perguntas.A primeira personalidade a ser ouvida será o secretário regional da Proteção Civil e Saúde, Pedro Ramos, em 29 de outubro.Em
causa está o incêndio rural que deflagrou na ilha da Madeira em 14 de
agosto, nas serras do município da Ribeira Brava, propagando-se
progressivamente aos concelhos de Câmara de Lobos, Ponta do Sol e
Santana. No dia 26, ao fim de 13 dias, a Proteção Civil regional indicou
que o fogo estava "totalmente extinto".