Negociação da legislação laboral termina sem acordo
Hoje 17:07
— Lusa/AO Online
"É
da responsabilidade da UGT não haver acordo", disse o líder da CIP,
referindo-se à reunião técnica que decorreu no Ministério do
Trabalho entre os parceiros sociais e que terminou sem ter sido atingido
um entendimento.Armindo Monteiro afirmou
que "não é habitual ver a UGT ter a atitude que teve" durante o processo
de negociação da reforma laboral proposta em julho de 2025 pelo
Governo."A UGT não precisava de fingir que entrava num processo negocial que não quer fazer", acrescentou o dirigente da CIP. Em
relação à postura negocial da CGTP, Armindo Monteiro considerou que
"não surpreendeu o país" quando a central sindical decidiu "retirar-se
das negociações"."Foi uma posição clara e transparente".O
anteprojeto de reforma, chamado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo
Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 e a
ministra do Trabalho já sinalizou a intenção de submeter a proposta de
lei no parlamento, ainda que não se comprometa com uma data.As
alterações propostas pelo Governo em julho mereceram um ‘não’ das
centrais sindicais, que consideram as mudanças um ataque aos direitos
dos trabalhadores. As confederações empresariais aplaudiram a reforma, ainda que digam que há espaço para melhorias.Perante
as críticas da CGTP e da UGT, o executivo entregou à UGT uma nova
proposta com algumas cedências e novas medidas, mas reiterou que não
está disponível para retirar toda a iniciativa, nem para deixar cair as
traves mestras das alterações anunciadas.A
UGT fez chegar uma contraproposta ao Governo a 4 de fevereiro e
sinalizou que tem ‘linhas vermelhas’ em matérias como a da contratação a
termo ou o 'outsourcing', cujas propostas considera "inaceitáveis".Também
a CIP - Confederação Empresarial de Portugal entregou uma nova proposta
com alterações à lei laboral, na sequência da contraproposta
apresentada pela UGT.