Navio-escola Sagres recebeu mais de 8 mil visitas nos Açores
Hoje 09:02
— Daniela Arruda
O
comandante do navio-escola Sagres, José Eduardo de Sousa Luís,
considera este número “bastante positivo”, sobretudo porque o Sagres
esteve nos dois portos sozinho, sem integrar nenhum encontro de grandes
veleiros.A passagem pelos Açores aconteceu já na reta final de uma
viagem que começou em Lisboa, a 30 de abril. O Sagres passou por Nova
Iorque, pelas Bermudas e novamente pelos Estados Unidos, onde
representou Portugal nas comemorações dos 250 anos da independência
norte-americana. Antes de regressar, passou ainda por New Bedford,
onde foi recebido pela comunidade portuguesa. E agora é hora de voltar a
casa. Ainda fica pelos Açores, o NRP Viana do Castelo, que vai
permanecer na Zona Marítima dos Açores até 27 de novembro, com o objetivo de continuar “as suas atividades de vigilância, fiscalização e presença
naval nos espaços sob soberania jurisdição nacional, contribuindo para a
segurança marítima e para a firmação dos interesses nacionais no
Atlântico”, diz a nota da Marinha Portuguesa. O
comandante admite que não sabe quantos dias já passou no mar, mas diz
que tem cerca de 22 mil horas de navegação desde a sua primeira missão. A missão mais longa que fez durou 11 meses e meio, também a bordo do Sagres, durante a terceira volta ao mundo.Passa-se
muitas horas e muitos dias a navegar e por isso diz: “Nós costumamos
dizer que temos duas famílias, a nossa família de sangue e a família
naval”, conta. Nos últimos quatro meses, não esteve com a família de
sangue: “Estive com os meus camaradas, oficiais, sargentos, praças e
cadetes. Passamos mais tempo com esta família naval do que com a família
de sangue”, admite.É essa família que agora segue com ele de volta a Lisboa, depois de ter estado meses no mar.