Navio da Marinha em missão nos Açores para “apoiar as populações” e “monitorizar” o mar
23 de set. de 2019, 16:56
— Lusa/AO Online
"O navio tem como principais
tarefas a busca e o salvamento marítimo e o apoio às populações, numa
estreita relação com a Proteção Civil. Tem também a função de
monitorização de presença naval no espaço marítimo, que assentará
naquilo que é a afirmação de Portugal no mar", avançou à Lusa o
capitão-tenente Rui Zambujo Madeira, especificando o "combate à
poluição", ao "narcotráfico" e à "pesca ilegal" como algumas das tarefas
atribuídas. O responsável também destacou
que a embarcação foi construída nos estaleiros de Viana do Castelo e,
tratando-se do mais recente navio da Marinha, a capacidade de dar
respostas às missões foi "aumentada". "Sendo
um navio moderno, as capacidades acabam por ser aumentadas. Não só pelo
facto de o navio ser muito automatizado e de ter uma capacidade de
permanência no mar muita significativa, com autonomia de 60 dias. Mas
também por via das suas dimensões, das suas monitorizações e por via do
sistema integrado de gestão, que permite operar esta plataforma tão
complexa com um número reduzido de elementos", explicou o comandante da
missão, que conta com 47 elementos a bordo. Na
terça-feira, no âmbito de uma ação de divulgação das Forças Armadas
intitulada 'Alista-te por um dia', o navio vai ser visitado por alunos
do quarto ano de escolaridade. "Vai haver
atividades conduzidas pelo exército de manhã e depois, da parte da
tarde, aqui no navio (que vai estar atracado nas portas do mar) vamos
realizar várias atividades, para que, de alguma forma, perceberem como é
a vida na Marinha e como é a vida a bordo", explica.O 'Setúbal' não conta apenas ficar por São Miguel, tendo programado atividades em outras ilhas do arquipélago. "Durante
o próximo mês vamos percorrer várias ilhas do arquipélago, não só no
âmbito das atividades do 'Alista-te por um dia', mas também porque vamos
participar no exercício SAREX, organizado pelo RCC Lajes (Centro de
Busca e Salvamento Aéreo, situado na Terceira)", assinala Rui Zambujo
Madeira, acrescentando que há a intenção de ir também "ao grupo
ocidental, caso seja possível e assim que a meteorologia esteja
favorável".