Nave de carga Tianzhou-6 chega à estação espacial chinesa
11 de mai. de 2023, 17:11
— Lusa
A
nave, que transporta abastecimentos para futuros astronautas, realizou
um encaixe automático na estação, que é composta pelo módulo central
Tianhe e pelos módulos de laboratório Mengtian e Wentian.A
Tianzhou-6, a nona nave espacial a visitar a estação chinesa e a
primeira a fazê-lo desde que foi concluída, no final de 2022, chegou com
sucesso à estrutura, conhecida como Tiangong, às 05:16 locais (22:16 em
Lisboa).A nave descolou do centro de
lançamento espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, no extremo sul da
China, a bordo do foguete Longa Marcha 7-Y7.O
módulo transporta cerca de 260 pacotes com um peso total de quase 5,8
toneladas, incluindo bens alimentares, água, equipamento científico e
combustível para a estação.Entre os alimentos estão cerca de 70 quilos de fruta, o dobro da carga transportada pela missão anterior Tianzhou-5.A
nave tem uma capacidade de carga melhorada de até 7,4 toneladas e uma
vida útil superior a um ano e também tem mais espaço em contentores
pressurizados, graças a uma reformulação do seu interior.A Tianzhou-6 vai permanecer acoplada na estação por vários meses e realizar várias operações de transferência de combustível.A
Tiangong vai receber duas missões tripuladas este ano: a Shenzhou-16,
que vai transportar três astronautas nas próximas semanas, e a
Shenzhou-17, que transportará outros três astronautas em outubro.A
estação espacial chinesa, cujo nome significa "Palácio Celestial", em
chinês, pesa cerca de 70 toneladas e deve operar por 15 anos, orbitando a
cerca de 400 quilómetros da superfície da Terra.Em
2024, é provável que se torne a única estação espacial do mundo se a
Estação Espacial Internacional, uma iniciativa liderada pelos Estados
Unidos da qual a China foi excluída, for retirada nesse ano, como está
planeado.Nos últimos anos, o programa
espacial chinês alcançou vários sucessos, como pousar a sonda Chang'e 4
no lado oculto da Lua – um feito inédito – e colocar uma sonda em Marte,
tornando-se o terceiro país – depois dos Estados Unidos e da antiga
União Soviética – a fazê-lo.