NATO reitera “apoio inabalável” pelo tempo que for necessário
Ucrânia/1 ano
24 de fev. de 2023, 08:38
— Lusa/AO Online
Numa
declaração divulgada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte
para assinalar um ano sobre o início da invasão da Ucrânia, lançada
pela Rússia na madrugada de 24 de fevereiro de 2022, os Aliados
classificam esta agressão como “a mais grave ameaça à segurança
euro-atlântica em décadas”.“Hoje, nós,
como Aliados, reafirmamos a nossa solidariedade com o governo e o povo
da Ucrânia na defesa heroica da sua nação, da sua terra, e dos nossos
valores comuns. Prestamos homenagem às vidas perdidas, e deploramos o
trágico sofrimento humano e a destruição, incluindo das áreas
residenciais da Ucrânia e das infraestruturas civis e energéticas,
causados pela guerra ilegal da Rússia”, lê-se na declaração divulgada em
Bruxelas. Apontando que está a
“intensificar ainda mais o apoio político e prático à Ucrânia na sua
defesa contra a invasão russa”, a NATO garante então que manterá o seu
apoio “pelo tempo que for necessário para ajudar a Ucrânia a vencer” e,
nesse contexto, continuará em estreita coordenação com “as partes
interessadas relevantes, incluindo organizações internacionais, em
particular a União Europeia”.“Continuamos
decididos a apoiar os esforços a longo prazo da Ucrânia para assegurar o
seu futuro livre e democrático. Reafirmamos o nosso apoio inabalável à
independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia dentro das
suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. Apoiamos plenamente o
direito inerente da Ucrânia à autodefesa e à escolha das suas próprias
disposições de segurança”, declara a Aliança Atlântica. Numa
declaração com seis pontos, a NATO sublinha a “plena responsabilidade”
do Kremlin pela guerra em curso, apontando que se trata de “uma violação
flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”. “As
ações da Rússia desrespeitam os princípios e compromissos da OSCE
[Organização para a Segurança e Cooperação na Europa] e minam gravemente
a segurança e estabilidade internacionais e a ordem internacional
baseada em regras. Embora tenhamos exortado a Rússia a empenhar-se
construtivamente em negociações credíveis com a Ucrânia, a Rússia não
demonstrou qualquer abertura genuína com vista a uma paz justa e
duradoura”, deplora a NATO.A NATO sublinha
também que “a guerra da Rússia ameaça igualmente a segurança global”,
sustentando que “a chantagem energética da Rússia, o seu impacto no
fornecimento global de alimentos, as suas atividades híbridas malignas, a
sua campanha mundial de desinformação e a sua retórica nuclear
irresponsável demonstram claramente o desrespeito da Rússia pelas normas
internacionais e o bem-estar de milhares de milhões de pessoas em todo o
mundo”.Os Aliados dizem-se “determinados a
manter uma pressão internacional coordenada sobre a Rússia” e condenam
“igualmente todos aqueles, incluindo a Bielorrússia, que estão a
facilitar ativamente a guerra da Rússia”, insistindo que “não pode haver
impunidade para os crimes de guerra russos e outras atrocidades”. “Todos
os responsáveis devem ser responsabilizados pelos abusos e violações
dos direitos humanos e do direito humanitário internacional,
particularmente contra a população civil da Ucrânia, incluindo a
deportação de crianças e a violência sexual relacionada com o conflito”,
lê-se. Defendendo uma vez mais que “a
Rússia deve pôr imediatamente termo a esta guerra e retirar todas as
suas forças militares da Ucrânia, em conformidade com a Resolução da
Assembleia Geral da ONU adotada a 23 de fevereiro de 2023, e outras
resoluções relevantes da Assembleia Geral da ONU, a NATO conclui
repetindo a mensagem de que, enquanto “aliança defensiva”, está pronta a
defender “cada centímetro do território aliado”..“O
nosso compromisso com o Tratado de Washington, incluindo o Artigo 5.º, é
revestido a ferro. A NATO está mais forte e mais unida do que nunca.
Saudamos a escolha da Finlândia e da Suécia de se tornarem membros da
NATO e reafirmamos o nosso compromisso com a política de portas
abertas”, dizem os Aliados, acrescentando que continuarão a reforçar a
sua “parceria com a Ucrânia à medida que esta avança nas suas aspirações
euro-atlânticas”, assim como com outros países “mais expostos à
influência maligna da Rússia”. “Os
esforços da Rússia para quebrar a determinação do povo corajoso da
Ucrânia estão a falhar. Um ano depois, os ucranianos estão a lutar
corajosamente pela liberdade e independência. Nós estamos com eles”,
termina a declaração.