NATO quer mais parcerias para responder a problemas geopolíticos e de segurança
28 de jul. de 2022, 11:09
— Lusa/AO Online
No Eurafrican
Forum, que decorre hoje e sexta-feira em Carcavelos, elogiou um evento
em que se fala precisamente de parcerias e o papel de Portugal da NATO, e
deu como maior exemplo a “grande parceria” da instituição com a União
Europeia.Carmen Romero declarou que a NATO
quer trabalhar, entre outras organizações, também com a União África e a
ONU na prevenção de crises e estabilização da segurança, por exemplo.Já
a relação com Moscovo mudou, destacou Romero, e só pode voltar atrás se
a Rússia parar imediatamente a agressão militar à Ucrânia.“Sempre
quisemos boas relações, não queremos confrontação, mas neste momento
não pode ser olhada como parceiro”, frisou, referindo-se à Rússia, que
acusou de responsabilidade pela insegurança global e pela crise
alimentar.Mas a Rússia “não é o único
perigo”, disse Carmen Romero apontando entre outros o terrorismo, o
crescimento do nuclear e ameaças à democracia.Quanto
à China, sublinhou a importância do diálogo com este país, referindo a
projeção do seu poder, incluindo nuclear, em temas como o controlo de
armamento e alterações climáticas.O
Eurafrican Fórum está organizado em torno de cinco eixos e conta com a
participação do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres,
dos Presidentes de Portugal, de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe, e
vários empresários e banqueiros portugueses e africanos.Dividido
em dois dias, o Eurafrican foi aberto pelo ministro dos Negócios
Estrangeiros, João Gomes Cravinho, e ainda hoje há vários painéis
dedicados à geopolítica e geoestratégia, saúde, educação e ciência,
economia e emprego, transição energética e transformação digital e, por
último, oceanos e economia azul.