NATO promete reforçar defesa após ataques a navios no mar Negro

Hoje 15:55 — Lusa/AO Online

Rutte reuniu-se em Bruxelas com o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, e o Presidente romeno, Nicusor Dan, que participam na cimeira da União Europeia (UE).O chefe da Aliança Atlântica afirmou que o encontro abordou "a segurança no mar Negro e os últimos ataques contra o transporte marítimo comercial"."A NATO reforçou a sua presença ao longo do flanco oriental, incluindo através do aumento das capacidades de combate aos drones", afirmou Rutte nas redes sociais, acrescentando que a aliança vai adaptar a sua "postura de dissuasão e defesa conforme necessário".O Presidente romeno, por seu lado, afirmou que os aliados mantêm "o compromisso de defender cada centímetro do nosso território, incluindo as nossas águas e o nosso espaço aéreo"."A situação no mar Negro é grave. Estão a ocorrer ataques e afundamentos de navios mercantes. Há marinheiros mortos, feridos e desaparecidos muito perto das costas da Roménia e da Bulgária", afirmou Dan.Segundo o chefe de Estado romeno, estão em causa "vidas humanas, o comércio mundial e as infraestruturas críticas".Quatro embarcações civis foram afundadas ou danificadas nas últimas duas semanas no Mar Negro.Rutte já tinha falado há dois dias com Radev sobre os ataques contra navios mercantes, garantindo que a NATO continuaria a colaborar estreitamente com os aliados da região.À chegada à cimeira da UE, Radev afirmou que pretende discutir com os restantes líderes europeus uma "moratória" sobre ataques contra navios mercantes no Mar Negro, iniciativa em que a Bulgária está a trabalhar com a Roménia e a Turquia.Rutte deverá ainda receber hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que chegou à Bélgica para participar como convidado na sexta-feira na cimeira europeia.Os líderes da UE deverão discutir, entre outros assuntos, o apoio à Ucrânia e o acordo entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, para suspender temporariamente as sanções ao gasóleo russo perante a subida dos preços mundiais dos combustíveis.