NATO condena campanha russa de ciberataques contra Kiev e membros da aliança
Ucrânia
18 de jul. de 2025, 14:34
— Lusa/AO Online
“Condenamos
veementemente as atividades cibernéticas maliciosas da Rússia, que
constituem uma ameaça à segurança dos aliados”, afirmaram os 32 aliados
num comunicado, referindo que a Estónia, a França, o Reino Unido e os
Estados Unidos indicaram que os serviços secretos militares russos (GRU)
eram responsáveis por ações contra vários aliados da NATO e a Ucrânia.Recordaram
que, já em 2024, a Alemanha e a República Checa denunciaram ataques e
atribuíram as ações a uma entidade ligada ao GRU, como no caso dos
ataques contra infraestruturas críticas na Roménia.“Estas
atribuições e o contínuo direcionamento das nossas infraestruturas
críticas, com os impactos prejudiciais causados em vários setores,
ilustram até que ponto as ameaças cibernéticas e os ataques híbridos
mais amplos se tornaram ferramentas importantes na campanha em curso da
Rússia para desestabilizar os aliados da NATO e na brutal e não
provocada guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia”, referiu a
Aliança Atlântica.Na mesma nota
informativa, a NATO sublinha a sua unidade na determinação de
“contrariar, restringir e desafiar” as atividades da Rússia.“Estamos
a investir nas nossas defesas, nomeadamente através da criação do
Centro Integrado de Ciberdefesa da NATO e da manutenção dos nossos
compromissos em matéria de ciberdefesa”, afirmou a organização,
reiterando os compromissos assumidos na declaração da cimeira de Haia,
que decorreu em junho. No comunicado, a
NATO acrescenta que está determinada em “utilizar toda a gama de
capacidades para dissuadir, defender e contrariar todo o espetro de
ciberameaças”, adiantando que responderá a “estas ameaças no momento”,
em “conformidade com o direito internacional e em coordenação com os
parceiros internacionais, incluindo a União Europeia”.Nesta
posição comum, os 32 aliados apelam à Rússia para que ponha fim às suas
atividades desestabilizadoras, apontando o “desrespeito” de Moscovo
pelo quadro da ONU para o comportamento responsável dos Estados no
ciberespaço, termos e princípios que a Rússia diz defender.“As
ações da Rússia não irão impedir o apoio dos aliados à Ucrânia,
incluindo a assistência cibernética através do Mecanismo de Tallinn e as
capacidades cibernéticas da coligação”, sublinhou a Aliança Atlântica.Ainda no comunicado, a organização defende “um ambiente cibernético livre, aberto, seguro e pacífico”.