NATO avisa que Rússia está a apoiar programa nuclear da Coreia do Norte
Ucrânia
4 de dez. de 2024, 16:35
— Lusa/AO Online
"A
guerra ilegal na Ucrânia ameaça-nos a todos. (...) Estes últimos
desenvolvimentos podem destabilizar a península coreana e até ameaçar os
Estados Unidos da América”, disse Mark Rutte, em conferência de
imprensa no final de uma reunião ministerial no quartel-general da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Bruxelas, Bélgica.O
ex-primeiro-ministro dos Países Baixos acrescentou que há evidências de
um “alinhamento cada vez maior” entre a Rússia, China, Coreia do Norte e
Irão, nomeadamente ao nível do conflito na Ucrânia, e que parte desse
alinhamento passa pelo apoio do Kremlin (presidência russa) ao programa
nuclear norte-coreano.A “moeda de troca”
deste apoio russo são os soldados norte-coreanos enviados para a Rússia,
nomeadamente para a região fronteiriça de Kursk, onde as forças
ucranianas ocupam algumas zonas.As
declarações de Rutte, na terça-feira e hoje após uma reunião dos chefes
da diplomacia da Aliança Atlântica, estão a ser interpretadas como um
esforço da NATO de tentar convencer o Presidente eleito dos Estados
Unidos da América, o republicano Donald Trump, da necessidade de
continuar a apoiar a Ucrânia.Crítico da
NATO, nomeadamente daquilo que considera ser um peso desigual de
Washington em comparação com os outros países do bloco político-militar,
Trump também já expressou reservas em relação ao apoio prestado à
Ucrânia.Durante a campanha eleitoral para
as presidenciais norte-americanas, o antigo presidente norte-americano
(2017-2021), que em janeiro vai voltar à Casa Branca, prometeu acabar
com a guerra na Ucrânia “em 24 horas”, mas não disse como tencionava
atingir esse objetivo.Também é conhecida a proximidade entre Donald Trump e o Presidente russo, Vladimir Putin.A
Coreia do Norte enviou entre 10.000 e 12.000 soldados para a Rússia,
para ajudar Moscovo na sua guerra contra a Ucrânia, passo que foi
classificado pelo Ocidente como uma “grande escalada” do conflito.A
China, por seu lado, é acusada de ajudar Moscovo a contornar as sanções
ocidentais e é suspeita de enviar ‘drones’ para a Rússia.O Irão também é acusado de fornecer ‘drones’ e mísseis às forças russas.