NATO analisa terça-feira incursão de caças russos no espaço aéreo da Estónia
Ucrânia
22 de set. de 2025, 17:40
— Lusa/AO Online
A reunião
dos Estados membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO)
vai decorrer na sequência do pedido do primeiro-ministro estónio,
Kristen Michal, que denunciou sexta-feira a presença de três aviões de
combate russos Mig-31 no espaço aéreo da Estónia e antecipou a
solicitação de consultas no seio da Aliança Atlântica.De
qualquer forma, as autoridades da Estónia valorizaram a resposta rápida
dos membros da NATO, sublinhando que “se fosse realmente necessário
recorrer ao uso da força, estavam preparados para isso”.Para
Talin, a intrusão dos três caças representou não apenas uma violação do
espaço aéreo estónio, mas também uma infração da Carta das Nações
Unidas, “que proíbe a ameaça ou o uso da força”, motivo pelo qual
avançou diplomaticamente para forçar também uma reunião extraordinária
do Conselho de Segurança das Nações Unidas a fim de debater o incidente.A
Estónia denuncia um padrão recorrente de “escalada” por parte da Rússia
para testar a Europa e a NATO, insistindo que, a par dos casos da
Polónia ou da Roménia, “não se tratam de incidentes isolados” e que “é
necessária uma resposta internacional” às manobras de Moscovo.Do
lado da União Europeia (UE), a chefe da diplomacia da Europa, Kaja
Kallas, qualificou como uma “provocação extremamente perigosa” o
incidente protagonizado pelos caças russos no país báltico, do qual foi
primeira-ministra até julho de 2024.“Continuaremos
a apoiar os nossos Estados-membros para que reforcem as suas defesas
com recursos europeus”, afirmou a chefe da diplomacia europeia.Três
caças MiG-31 da Federação Russa entraram na sexta-feira no espaço aéreo
da Estónia sobre o golfo da Finlândia, onde permaneceram cerca de 12
minutos, segundo alertaram as autoridades estonianas e a NATO.A
Itália, responsável no quadro da Aliança Atlântica por uma missão de
policiamento aéreo no Báltico, fez descolar aviões para intercetar os
caças russos, em conjunto com a Suécia e a Finlândia.A Rússia desmentiu a violação do espaço aéreo da Estónia.É
a primeira vez, em 34 anos de adesão à ONU, que a Estónia, solicita uma
reunião de emergência do Conselho de Segurança, segundo a agência de
notícias France-Presse (AFP). A Estónia é membro da UE e da NATO, e um
firme apoiante da Ucrânia, que foi invadida pela Rússia em fevereiro de
2022.Michal anunciou ainda que o país iria
pedir a ativação do Artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte, que prevê
consultas entre aliados sempre que um dos membros se sinta ameaçado.