NATO afirma não tencionar enviar reforços militares para a Suécia e Finlândia
6 de jul. de 2022, 12:49
— Lusa/AO Online
"Não prevemos ter uma presença
adicional nos dois países. Eles têm forças nacionais consideráveis. Eles
têm a capacidade para se defenderem", justificou o responsável, numa
entrevista telefónica à agência AFP.Este
tipo de destacamento tinha sido considerado como uma bandeira vermelha
pelo Presidente russo, Vladimir Putin, na altura do pedido de adesão
destes dois países, decidida de emergência após a agressão russa contra a
Ucrânia."Se a Finlândia e a Suécia
quiserem aderir, deixem-nos aderir, isso é assunto deles", mas, "em caso
de destacamento de contingentes militares e de infraestruturas
militares para lá, seremos obrigados a responder proporcionalmente e a
criar intimidações idênticas", advertiu na semana passada Putin.Segundo
Geoana, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) não pretende
atualmente ter bases na Suécia e na Finlândia, “porque são países de
elevada maturidade militar e estratégica", explicou.A
Aliança Atlântica lançou o processo de integração, que deve ser
validado pelos parlamentos dos trinta países membros. Há um grande ponto
de interrogação sobre a Turquia, que está a condicionar o seu apoio a
mudanças em Estocolmo e Helsínquia relativamente aos militantes curdos
combatidos por Ancara."Esperamos que o processo seja concluído rapidamente", referiu Geoana, recusando-se a adiantar um calendário mais preciso.A
Suécia e a Finlândia solicitaram o ingresso na NATO em 18 de maio,
pondo termo à sua tradicional política de não-alinhamento, devido à
guerra na Ucrânia, apesar de já manterem há décadas uma estreita
cooperação com a organização militar ocidental.Na
semana passada, e no decurso da cimeira de Madrid, os líderes da NATO
concordaram em dar início ao processo de adesão após os países nórdicos
terem alcançado um acordo de princípio com a Turquia, que tinha
inicialmente vetado o acesso.A Suécia e
Finlândia, que garantem provisoriamente o estatuto de países
“convidados”, apenas se tornam membros de pleno direito após a
ratificação dos protocolos de acesso pelos parlamentos dos 30 países que
integram a Aliança Atlântica.Os processos
de ratificação dos protocolos de adesão variam de um país para outro:
enquanto os Estados Unidos precisam da aprovação de dois terços do
Senado, no Reino Unido não é necessária uma votação formal no
parlamento.Após este processo, as
respetivas atas de aprovação deverão ser enviadas para o Departamento de
Estado norte-americano, o depositário designado pelo tratado da
aliança.